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10 Animais Mais Raros Do Mundo

10 Animais Mais Raros Do Mundo

Atualmente, existe uma variedade de animais que estão ameaçados de extinção, e poderemos perder a oportunidade de apreciar as suas peculiaridades e belezas raras. Algumas dessas espécies foram registradas pelo fotógrafo da vida selvagem Joel Sartore da National Geographic.

Com 20 anos de experiência, o trabalho de Joel já o levou a registros incríveis da natureza em centenas de partes do mundo, desde o Ártico até a Antártida, documentando espécies e paisagens ameaçadas de extinção a fim de mostrar o quanto vale a pena tentar salvar o nosso mundo.

E, na galeria abaixo você vai poder conferir 10 dos animais mais raros do mundo e que estão prestes a desaparecer da face da Terra. Segundo o site da National Geographic, Sartore escolheu um formato de registro fotográfico em que todas as criaturas parecessem do mesmo tamanho a fim de retratar a igualdade na importância de cada espécie. Confira abaixo:

1 – Leopardo-de-amur

O leopardo-de-amur, também conhecido como leopardo-siberiano, é uma das mais raras subespécies de leopardo, tendo apenas atualmente cerca de 50 exemplares no mundo. Ele é encontrado na região de Primorye, da Rússia, e em algumas regiões da China que fazem fronteira com o território russo.

A sua ameaça de extinção é considerada crítica pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O exemplar que você vê na foto acima é o leopardo-de-amur chamado Usi, que está no Zoológico de Omaha, no Nebraska (EUA).

2 – Rinoceronte-de-sumatra

Conhecido por ser a menor das espécies de rinocerontes e o que tem mais características primitivas, o rinoceronte-de-sumatra tem sido alvo de caçadores há muito tempo devido ao valor de seus chifres. Atualmente, a ameaça à espécie também é considerada crítica, sendo que o número de indivíduos atualmente está estimado em menos de 275 exemplares.

O rinoceronte-de-sumatra que você vê na imagem acima (e parece emergir das sombras) é o Harapan, que tem apenas quatro anos de idade e vive no Centro de Conservação de White Oak, na Flórida.

3 – Gorila da planície ocidental

Este animal (nome científico: Gorilla gorilla gorilla) é uma das duas subespécies do gorila ocidental que vive em florestas primárias e secundárias, além de pântanos da planície, na África Central, em Angola, Camarões, República do Congo, Guiné Equatorial e Gabão.

Pesquisas realizadas desde a década de 1980 sugerem que a caça comercial e os surtos do vírus Ebola estão por trás da queda do número das espécies de gorila na África. Com as últimas epidemias, o número pode ter caído ainda mais.

Atualmente, o Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, abriga cerca de 550 indivíduos da espécie na sua unidade de conservação, liderando os nascimentos em cativeiro. O pequeno gorila de apenas seis semanas de idade — sexo feminino — da imagem acima clicada por Joel Sartore é um dos nascidos nesse zoológico.

4 – Rato-pigmeu de montanha

O rato-pigmeu (ou gambá-pigmeu) faz parte da família Burramyidae de marsupiais que vivem em ambientes frios e montanhosos do sul da Austrália. Eles são pequenos, pesando cerca de 45 gramas. São animais noturnos e onívoros, vivendo de uma dieta de invertebrados, frutos, sementes, néctar e pólen.

A partir de 2008, o animal foi incluído na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como criticamente em perigo. As estimativas populacionais totalizaram menos de 2 mil indivíduos de três populações isoladas, estando em sério declínio.

As maiores ameaças para as populações dessa espécie incluem destruição e fragmentação do habitat e alterações climáticas, além de predação por gatos selvagens e raposas vermelhas. A construção de resorts de esqui nas regiões alpinas da Austrália tem sido também um dos maiores fatores atribuídos ao declínio da população.

5 – Crocodilo-filipino

O crocodilo-filipino (Crocodylus mindorensis), também conhecido como o crocodilo Mindoro ou o crocodilo de água doce filipino, é uma das duas espécies de crocodilo que são encontradas nas Filipinas.

Ele é um animal relativamente médio de tamanho: os machos geralmente não crescem mais do que cerca de 3 metros de comprimento, enquanto as fêmeas são ainda menores. Esta espécie é uma das de crocodilianos mais severamente ameaçadas.

Existem apenas cerca de 250 no seu habitat selvagem em um registro feito em setembro de 2011, de acordo com um artigo do National Geographic. Além de seus locais, como lagos, lagoas e pântanos, terem sido amplamente convertidos em plantações de arroz nas Filipinas, o animal também sofre com caça e métodos de pesca destrutivos.

6 – Orangotango-de-sumatra

Esse orangotango é encontrado apenas na ilha de Sumatra, na Indonésia. O declínio no número de indivíduos dessa espécie tem acontecido devido à exploração madeireira em seu habitat.

Nos últimos 75 anos, o número total da população de orangotangos-de-sumatra caiu em cerca de 80% e os cientistas estimam que existam apenas cerca de 7,3 mil em estado selvagem. O bonitão que posou para a foto acima é o orangotango-de-sumatra que está no Gladys Porter Zoo, em Brownsville, no Texas (EUA).

7 – Íbis-eremita

O íbis-eremita é uma ave migratória encontrada em habitats semidesérticos ou rochosos, geralmente perto de rios. Esses animais já habitaram todo o Oriente Médio, norte da África, sul e centro da Europa, tendo um registro fóssil que remonta pelo menos 1,8 milhão de anos.

Ele desapareceu da Europa há mais de 300 anos e foi considerado extinto, até que foi redescoberto no deserto sírio perto de Palmyra em 2002. Os cientistas estimam que existam cerca de 500 aves selvagens restantes no sul de Marrocos e menos de 10 na Síria.

Para combater esse declínio, programas de reintrodução recentes foram instituídos internacionalmente, com uma colônia de reprodução na Turquia, bem como locais na Áustria, Espanha e norte de Marrocos.

As razões para a queda no número de indivíduos não são totalmente claras, mas a caça e perda do habitat, além de intoxicação por agrotóxicos, têm sido considerados. De acordo com uma lenda turca, o íbis-eremita foi uma das primeiras aves que Noé soltou da arca, como um símbolo de fertilidade. A ave da foto acima vive no Zoológico de Houston, no Texas (EUA).

8 – Rã de Morelet

Fotografada no Aquário Nacional, em Baltimore, esta rã de Morelet pertence a uma espécie que os cientistas preveem que vá diminuir em mais de 80% nos próximos dez anos. Nativa do México e partes da América do Sul, ela está ameaçada de extinção devido à destruição do seu habitat e por ser afetada pelo fungo chytrid, que causa uma doença infecciosa que está dizimando anfíbios em todo o mundo.

9 – Bicho-pau da ilha de Lord Howe

Esse inseto que você vê na imagem é um bicho-pau da ilha de Lord Howe fotografado no jardim zoológico de Melbourne, na Austrália. Antes, os cientistas acreditavam que ele havia sido extinto por volta de 1920, após a introdução de ratos na ilha de Lord Howe, que está localizada entre a Austrália e a Nova Zelândia.

No entanto, em 2001, a espécie foi redescoberta na Pirâmide de Ball, um afloramento rochoso localizado a cerca de 22 quilômetros da ilha.

10 – Antílope branco

O Antílope Branco, também conhecido como Addax (nasomaculatus), é um animal que vive atualmente apenas na parte nigeriana do deserto do Saara, mas já foi encontrado por toda a África antigamente. Ele come principalmente vegetação rasteira e folhas de quaisquer arbustos, além de ervas e leguminosas.

Estes animais são bem adaptados no seu habitat desértico, podendo viver sem água durante longos períodos de tempo. Apesar disso, os cientistas estimam que apenas 300 indivíduos selvagens desta espécie criticamente ameaçada ainda existam. Sua população caiu devido à caça, secas e até ao turismo. Esse Addax da foto fica no Gladys Porter Zoo, em Brownsville, no Texas (EUA).

Fonte: Megacurioso 

 

 
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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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