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22 de Abril: Dia Internacional da Terra

Dia internacional da terra: Entenda como surgiu e porque devemos refletir sobre o futuro do planeta

Um vazamento de óleo nos EUA, em 1969, resultou em uma campanha mundial

Por: Thiago Liconlins – aventurasnahistoria

Em 1969, após o grande vazamento de óleo em Santa Bárbara, na Califórnia, o senador Gaylord Anton Nelson propôs a realização de um ato que pudesse alertar a população sobre os problemas que amaçam o meio ambiente. Instigado, ele conseguiu formar uma equipe com 85 pessoas.

Em abril de 1970, o time reuniu 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Com protestos em universidades e pessoas se aglomerando em espaços públicos para debater sobre problemas que ameaçam o planeta, a campanha de conscientização se tornou viral.

De acordo com o site oficial do Dia Internacional da Terra: “Grupos que vinham lutando contra vazamentos de petróleo, fábricas e usinas de energia, esgoto, lixões tóxicos, pesticidas, estradas, a extinção da vida selvagem de repente perceberam que compartilhavam valores comuns.”.

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Gaylord / Reprodução
Em entrevista ao EPA Jornal, Nelson afirmou que “foi nesse dia que os americanos deixaram claro que entendiam e estavam profundamente preocupados com a deterioração do meio ambiente e com a dissipação irracional de nossos recursos.”Em 1995, o então presidente Bill Clinton presenteou Gaylord com a Medalha Presidencial da Liberdade. Ele foi nomeado fundador oficial do Dia da Terra.ComemoraçãoO número de pessoas que participam do Dia da Terra cresceu ao longo dos anos. Em 1990, quando foi celebrado mundialmente, 200 milhões de pessoas de 141 países participaram do ato. Em 2010, por exemplo, 225 mil pessoas se reuniram no National Mall para participar de uma manifestação sobre mudanças climáticas.

Todos os anos, grandes corporações e ativistas ao redor do mundo criam projetos e campanhas que visam a proteção do planeta terra. De acordo com uma pesquisa realizada pelo ecoATM, 30% das pessoas entrevistadas plantam uma árvore para celebrar a data e 23% limpam parques locais. Entretanto, iniciativas como essa ainda não são adotadas ao redor do mundo.

Cheque especial

Um levantamento realizado pela Global Footprint Network revelou que a humanidade entrou no “cheque especial” em relação ao planeta terra. A pesquisa indica, por exemplo, que os seres humanos estão utilizando mais recursos naturais que a terra consegue repor. O desperdício também é um fator agravante.

– Por ano, produzimos 1,3 bilhão de toneladas de lixo no mundo.

– 54% do lixo produzido é destinado aos aterros sanitários. Apenas 24% é reciclado.

– 2,6 bilhões de toneladas de alimentos são consumidas por ano no mundo. Cerca de 1,3 bilhão de toneladas é perdida ou desperdiçada.

– 40% dos animais que habitam o planeta desapareceram desde 1970, ano em que o Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez.

Diante deste cenário alarmante, a data é importante para que as pessoas reflitam sobre os problemas que ameaçam a natureza e executem ações que, embora pequenas, já são o suficiente para fazer um bem imenso no futuro.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/dia-internacional-da-terra-entenda-como-surgiu-e-porque-devemos-refletir-sobre-o-futuro-do-planeta.phtml

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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