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A Idiotização da Democracia por Kolgs Riccool e Minnsel Siw

A Idiotização da Democracia por Kolgs Riccool e Minnsel Siw
 
Por Joacir Soares d´Abadia
 
Dois amigos se encontram em uma praça pública toda decorada por um belíssimo jardim e composta ainda com diversos tipos de assentos e começam a recordar, nas suas conversas, de algumas idiotices colocadas em suas vidas. Nenhum sabia se o outro gostaria de estar recebendo aquilo de forma memorável.
 
Era como se cada um dissesse ao outro: “Partilho com você algumas idiotices que resultaram na alteração do comportamento humano”. Era um comportamento, todavia, não esperado, porém adquirido por aquilo de que a pessoa se ocupa.
 
Kolgs Riccool e Minnsel Siw ocupavam-se, naquele instante, das suas companhias: Wikipedia e recordações.
 
O doutor Kolgs Riccool palestrava em várias línguas visitando muitos países para atingir quantidades sempre maiores de pessoas que pudessem se aproximar da psicanálise aplicada. Seu currículo era invejável. Sua desenvoltura com as palavras deixava todas as pessoas extasiadas podendo auferir termos que desprestigiavam qualquer pessoa, porém a forma como os  pronunciava não causava nenhum tipo de repugnância.
 
O senhor Minnsel Siw trajava vestes finas. No entanto, seu modo grotesco de manejar as palavras fazia com que suas recordações fossem tão somente na desconstrução da pessoa levando-o a se idiotizar a cada vez que deixasse se silenciar.
 
O Dr. Riccool recordou que Ziraldo Alves Pinto (Ziraldo) que é um cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista, humorista, colunista e jornalista brasileiro, criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e é, na atualidade, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil, disse que a sociedade era 95% idiota. Isso, claro, arrancou gargalhadas do senhor Siw que logo perguntou: qual será a situação de minoria não idiotizada?
 
Sem muita reflexão o doutor respondeu:
_ “eles recorrem à democracia”.
 
_ “Democracia!” – Siw pôs um suspense àquela fala, mas rapidamente ouviu: “Democracia onde todos tem direito, mas ninguém pode questionar e ainda por acaso você conhece Gianteresio (Gianni) Vattimo (Turim, 4 de janeiro de 1936) que foi um filósofo e político italiano, um dos expoentes do pós-modernismo europeu?”
 
— “Porventura, um filósofo brasileiro também poderia questionar a sua ‘Democracia’?, quis saber Siw porque havia pesquisado e descoberto que Benedito José Viana da Costa Nunes (Benedito Nunes) foi um filósofo, professor, crítico literário e escritor brasileiro. Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará, depois incorporada à Universidade Federal do Pará e da Academia Brasileira de Filosofia. Ele rompe a barreira metafísica e se abre ao Ser: contemplar o Ser, Deus. Este é um Deus como Mistério. Contempla-se Deus; enxerga-se Deus. Ele quer superar a metafísica do Deus Morto de Friedrich Wilhelm Nietzsche, um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha, escreveu vários textos criticando a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo, publicou “Assim falou Zaratustra” (1883 e 1885), que influenciou significativamente o mundo moderno_, pois neste Filósofo Alemão “não existe Deus”, segundo o Padre Doutor Anselmo Matias Limberger que é Doutor em Psicologia: Psicologia Clínica. PUCSP, 2011. Mestre em Filosofia pela Pontificia Studiorum Universitas A S. Thoma Aq. in Urbe – ROMA (1990); Vice-Presidente da ANPB, eleito em fevereiro de 2019, para gestão 2019-2022.
 
Fazendo suas partilhas de idiotices, tanto o Dr. Kolgs Riccool quanto o senhor Minnsel Siw descobriram que ambos haviam se posicionado sobre  alguma situação de suas vidas deixando, deste modo, de serem democráticos e assumindo definitivamente que eram uns idiotas que estavam num campo aberto sem poderem reconstruir a pessoa desconstruída pela alteração do comportamento humano. Como não podiam fazer nada mais, apenas recordaram!
 
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Padre Joacir d’Abadia, filósofo autor de vários livros
 
 
 
 
 
 
 
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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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