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O mundo se solidariza com os povos originários do Brasil

O mundo se solidariza com os povos indígenas

Protestos em 11 países mostram apoio às reivindicações dos povos indígenas do Brasil

Ativistas em 11 cidades ao redor do mundo estão se manifestando para apoiar as demandas dos povos indígenas do Brasil. Eles protestaram em frente a embaixadas brasileiras, segurando fotos e mensagens, como “Sem floresta não há vida. Apoie os guardiões da Amazônia”.

Por greenpeace

Os atos nas embaixadas da Argentina, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, entre outros países, acontecem na semana em que o Acampamento Terra Livre (ATL) ocorre em Brasília, com cerca de quatro mil indígenas. Instalados pacificamente próximos ao Congresso Nacional, eles estarão na capital federal até sexta-feira, reivindicando que seus direitos constitucionais sejam respeitados.

“Recebemos com emoção e alegria as ações de solidariedade para com os povos indígenas do Brasil, visto que vivemos um contexto de recrudescimento do ódio e de toda ordem de discriminação, que fundamentam a explosão de violência atual contra nossos territórios e contra nossas lideranças. É com a força daqueles que acreditam na justiça, que seguiremos lutando para manter de pé nossa resistência, e continuar expondo ao Brasil e ao mundo todos aqueles que insistem em desrespeitar nossos direitos”, declara Sônia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib).

Diversas ameaças aos direitos dos povos indígenas fazem com que o ATL aconteça em Brasília há 15 anos. Este ano, o encontro acontece em um contexto político bastante desafiador, considerando que o governo Bolsonaro transferiu para o Ministério da Agricultura a responsabilidade pela demarcação de terras, declarou que vai rever todas as demarcações que puder e prometeu abrir terras indígenas para exploração agropecuária e mineração.

“Os povos indígenas devem ser respeitados e apoiados aqui no Brasil. Especialmente pelo estado brasileiro e pelo atual governo, que não valoriza nossa existência e não reconhece o fato de protegermos nossos territórios e nossas florestas. Mas isso não tem acontecido. Portanto, é muito importante que recebamos apoio de pessoas e organizações de fora do Brasil. Isso também fortalece nossa luta”, diz André Karipuna, líder indígena do povo Karipuna.

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Ativistas na frente da embaixada brasileira em Roma, Itália, mostrando solidariedade aos povos originários do Brasil. © Tommaso Galli / Greenpeace
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Ativistas em frente a embaixada brasileira em Berlim, Alemanha, mostrando solidariedade aos povos originários do Brasil. © Gordon Welters / Greenpeace
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Ativistas em frente a embaixada brasileira em Bruxelas, Bélgica, mostrando solidariedade aos povos originários do Brasil. © Greenpeace
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Ativistas em frente a embaixada brasileira em Viena, Áustria, mostrando solidariedade aos povos originários do Brasil. © Mitja Kobal / Greenpeace

O apoio à luta dos povos indígenas, como a demarcação de terras, é fundamental. Principalmente quando relatório do World Resources Institute mostra que o desmatamento é 11 vezes menor nas áreas da Amazônia em que há terras indígenas, do que nas demais áreas de floresta. Como a Amazônia está sendo destruída a um ritmo assustador, precisamos garantir a proteção desse patrimônio brasileiro por quem sempre cuidou dele.

“O futuro da nossa luta contra as mudanças climáticas pode ser decidido na floresta amazônica. Não podemos arriscar perder esta solução climática natural. Os povos indígenas estão protegendo a floresta contra a destruição, mas estão enfrentando uma poderosa e cruel indústria madeireira e agrícola e são deixados sozinhos nessa luta. A comunidade mundial não deve ficar em silêncio enquanto aqueles que protegem a floresta são calados e ameaçados por invasores“, lembra Tica Minami, coordenadora da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.

Precisamos apoiar a luta de quem, há séculos, protege as florestas. Acompanhe em nosso TwitterFacebook e Instagram a cobertura do Acampamento Terra Livre e participe do abaixo-assinado em solidariedade aos guardiões da floresta.

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Ativistas em frente a embaixada brasileira em Washington, EUA, mostrando solidariedade aos povos originários do Brasil. © Tim Aubry / Greenpeace

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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