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Astronomia: 10 fatos que repercutiram essa semana e você precisa saber

Astronomia: 10 fatos que repercutiram essa semana e você precisa saber

Astronomia: 10 fatos que repercutiram essa semana e você precisa saber

Você já sabe quais são os eventos astronômicos do ano? Nas primeiras semanas de 2022, muita coisa já aconteceu e também foram anunciadas para os próximos meses…

Por redação Mídia NINJA

Cientistas se manifestando sobre o rebaixamento de Plutão, brasileira premiada por descobrir asteroide que pode passará em direção à Terra e muito mais. Confira a lista que separamos pra você que gosta desse tipo de conteúdo se informar sobre!

Plutão deveria voltar a ser planeta?

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Cientistas divulgaram um estudo questionando a decisão tomada pela União Astronômica Internacional (IAU) de rebaixar Plutão a planeta-anão, em 2006. Segundo os pesquisadores, os critérios utilizados foram “arbitrários”.

A IAU é constantemente questionada pela comunidade mundial de astrônomos sobre os critérios usados para classificar um planeta, os quais devem ser mais complexos e “fundamentalmente geofísico/geológico, não limitados pelos status orbitais atuais de um corpo”, segundo os cientistas.

Por meio de uma nota, a organização informou que solicitações como essa são sempre bem-vindas, respeita todos os pareceres científicos e acolhe o debate aberto. Complementaram ainda que “a autoridade de tomada de decisões científicas da IAU é a assembleia-geral, que ocorre a cada três anos. As resoluções propostas devem ser submetidas ao Comitê de Resoluções”.

Brasileira descobre 25 asteróides e é premiada

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A brasileira Verena Paccola, de 22 anos, estudante do segundo ano de medicina da USP em Ribeirão Preto (SP), foi premiada ao descobrir 25 asteroides após participar de um projeto da Nasa. Um dos corpos, segundo ela, pode se chocar com a Terra. Entretanto, o tamanho dele e a possível data de colisão, no entanto, ainda estão em estudo nos Estados Unidos.

A jovem foi premiada em Brasília, em dezembro de 2021, pela descoberta feita há dois anos. Ela recebeu um troféu do coordenador do programa “Caça Asteroides”, da Nasa, e do ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia e Inovações.

2022 terá duas superluas

O ano de 2022 nos presenteará com dois eventos astronômicos conhecidos como superlua. No dia 14 de junho, acontece a Superlua de Morango e no dia 13 de julho, a Superlua dos Cervos.

A superlua de Morango nascerá por volta das 18h, após o pôr do Sol e poderá ser vista durante a noite toda. Já a superlua dos cervos nascerá um pouco antes das 18h e também poderá ser vista a noite toda. O melhor horário para observar será durante a primeira hora após o nascimento.

Asteroide de um quilómetro passará perto da Terra na próxima semana

Um asteroide, conhecido como 7482 (1994 PC1) e descoberto em 1994 com aproximadamente um quilômetro de largura, vai passar pela Terra no dia 18 de janeiro deste ano.

O objeto está a cerca de 1.931 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta e move-se a uma velocidade de 76.192 quilómetros por hora. Em termos de comparação, mede quase o triplo da altura do Empire State Builing, em Nova Iorque. As informações são do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA, que analisa cometas e asteróides potencialmente perigosos.

Não há previsão de que o objeto atinja a Terra. Entretanto, de acordo com as projeções da agência espacial norte-americana, esta é a maior aproximação que fará ao nosso planeta nos próximos dois séculos.

Chuva de meteóros

Serão dez chuvas de meteoros relevantes em 2022, segundo o The New York Times.

  • Quadrantids: ativa de 26 de dezembro de 2021 a 16 de janeiro de 2022 (pico para visualização do fenômeno: de 2 a 3 de janeiro).
  • Lyrids: ativa de 15 a 29 de abril (pico: de 21 a 22 de abril).
  • Eta Aquariids: ativa de 15 de abril a 27 de maio (pico: de 4 a 5 de maio).
  • Tau Herculids: potencialmente ativa entre o fim de maio e o início de junho (pico: possivelmente de 29 a 31 de maio).
  • Delta Aquáridas: ativa de 18 de julho a 21 de agosto )pico: de 29 a 30 de julho).
  • Perseidas: ativa de 14 de julho a 1º de setembro (pico: de 11 a 12 de agosto).
  • Orionids: ativa de 26 de setembro a 22 de novembro (pico: de 20 a 21 de outubro).
  • Leônidas: ativa de 3 de novembro a 2 de dezembro (pico: de 17 a 18 de novembro).
  • Geminidas: ativa de 4 a 17 de dezembro (pico: de 13 a 14 de dezembro).
  • Ursids: ativa de 17 a 26 de dezembro (pico: de 22 a 23 de dezembro).

Lua negra

A lua negra está prevista para acontecer em 30 de abril deste ano. Ela será a segunda lua nova em um mesmo mês. Entretanto, não poderá ser vista a olho nu, nem por telescópio, pois a lua nova é quando o lado iluminado do satélite está “de costas” para a Terra.

Dois eclipses lunares totais

Entre 15 e 16 de maio, quando a lua ficará vermelha e em 8 de novembro, antes do nascer do sol, acontecerá dois eclipses lunares totais. O de maio será totalmente visível na América do Sul, de acordo com a Nasa, diferente do que ocorrerá em novembro.

Alinhamento de 5 planetas

Mercúrio, Vênus, Marte, Júpter e Saturno serão os planetas que estarão alinhados em ordem no fim do mês de junho e poderão ser vistos a olho nu, de acordo com o AccuWeather.

Eclipses solares

A lua cobrirá uma parte do Sol no dia 30 de abril e isso se repetirá em 25 de outubro. Isso porque ocorrerão dois eclipses solares parciais em 2022 e só poderão ser observados com um filtro especial ou olhando para o reflexo do astro rei.

‘Aglomeração’ de planetas

Segundo o site AccuWeather, Vênus, Marte e Saturno vão se aglomerar no fim de março: os três estarão extremamente próximos antes do nascer do Sol, no mesmo campo de visão de alguns telescópios e binóculos, durante as últimas duas semanas do mês.
 
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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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