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‘Bumba Meu Boi’ Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

‘Bumba Meu Boi’ é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Em 2011, a maior festa da cultura popular do Nordeste, o Bumba Meu Boi do Maranhão, foi considerada Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciencia e a Cultura) o presenteia com o reconhecimento internacional de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A escolha aconteceu em 11/12, em reunião de seu Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda, em Bogotá, na Colômbia.

Na verdade, o Bumba Meu Boi é mais do que uma festa: é um Complexo Cultural que compreende uma grande variedade de estilos, de performances musicais, dramáticas e coreográficas, além do artesanato, das indumentárias e de instrumentos musicais. Não só. “Estabelece uma relação intrínseca entre a fé, a festa e a arte fundamentada na devoção aos santos juninos (São João, São Pedro e São Marçal), nas crenças em divindades de cultos de matriz africana e na cosmogonia e lendas da região”, explica o Iphan, em seu site.

O título da Unesco é especialmente importante neste momento obscuro do país – também para a Cultura – e não só trará ainda mais valor para esta manifestação cultural, como lhe dará mais visibilidade e proteção. “No dossiê construído para a candidatura estão previstas ações de salvaguarda que terão que ser cumpridas para garantir que essa expressão cultural não se perca de sua essência”, declarou o Iphan, em nota.

Para o superintendente do Iphan no Maranhão, Mauricio Itapary, “os grupos que o compõem ainda poderão usar esse reconhecimento internacional como instrumento de ampliação do acesso às políticas públicas de fomento à cultura, de sensibilização das autoridades acerca de seu valor e importância e, também, de reivindicação de seus direitos coletivos“.

Bumba Meu Boi concorreu com outras 429 expressões culturais inscritas para integrar a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco deste ano e, segundo o Iphan, está de acordo com os conceitos da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco de 2003.

Combo Mariele Paulo Krenak

Fonte: Conexão Planeta

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Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Ariano

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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