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Carta aberta a Lula

Carta aberta a Lula

O professor Francisco Costa ‘critica’ o ex-presidente Lula, em sua Carta Aberta, pela insignificância de seus processos comparados à média dos políticos brasileiros

E então, Lula? Foram necessários mais de quarenta anos para você se tornar réu. Num país de políticos ladrões, é muita incompetência. Todo mundo está ganhando de você, meu amigo.

Você é um político apagado, sem destaque. Na Operação Zelotes você não está nem na lista de Furnas. Não estava na Operação Satiagraha, Anões do Orçamento, Privataria Tucana, Trensalão, Banespa… Nem merenda escolar você roubou.

Porra, nem uma contazinha no HSBC suíço?

Você é um político miúdo, nunca empreendeu no exterior. FHC tem ofshore, Aécio tem offshore, Serra tem offshore, Cunha tem offshore, etc. Só você que não? Que diabo é isso?

Aparece helicóptero com meia tonelada de cocaína e não é seu. Constroem dois aeroportos em fazendas da família com dinheiro público e a fazenda não é sua.

Mandam pensão com dinheiro público para bastardinho no exterior e o bastardinho não é seu.

Vai ser incompetente assim no inferno!

E a sua postura? Ridícula! Você não é maçom, não é membro do Lions nem do Rotary.

Não vai aos banquetes da Fiesp, às reuniões da Febraban… Que pobreza! Roube, LULA, pelo amor de Deus, roube.

Disseram que o negócio de apartamentinho de um milhão e oitocentos foi desfeito e não pagaram a vocês. Nem para comprar um apê de 44 bilhões em Parisnvocê serve. O FHC passou na sua frente.

Aí aquela história do sítio do Bunlai que dizem que é seu, que empreiteiro fez obra de graça. Mais um ponto pro FHC. Ele não tem sítio, tem fazenda com um aeroporto dentro, presente de uma empreiteira. você é péssimo pra fazer negócios, Lula.

Todo mundo tem iate e você tem canoa de lata, pode? E pedalinho, aff. Pedalinho, eu não aguento.

E o que é que você tem feito pelos seus filhos, seu desnaturado?

A filha do Serra saiu da miséria para uma das cem maiores fortunas brasileiras em menos de um ano e agora é sócia do dono da Ambev – a maior fortuna individual do país. O filho do FHC é representante da Disney no Brasil. O Michelzinho já nasceu com dois milhões na conta, presente de papá. E você, desnaturado?

E esse seu primeiro processo é desmoralizante, Lula: obstrução da Justiça.

Você podendo roubar, afanar, surrupiar, dar golpe, governar o Paraná, São Paulo, Góias, e olha quem o indiciou: um juizeco que estava afastado! Sabe por que? Acusado de obstruir a justiça, igual a você! Pode rir, ele era da Zelotes! O Supremo mandava as provas e ele não considerava, isentando todo mundo.

Mas também só tinha pobre: Itaú, Bradesco, Gerdau, Natura, Globo. Com ‘certeza’ foi caridade.

Encerro por aqui, Lula, com um conselho: roube! Roube tudo, colecione processos por roubo! Corrompa para não ser indiciado! Sendo indiciado, corrompa para ser absolvido.

Perdoe a minha preocupação, amigo. Você quer ser presidente, e eu o quero presidente, mas se você não começar a roubar os coxinhas não vão votar em você.

Francisco Costa-Poeta, professor e escritor que ‘retornou à pátria espiritual’ em julho de 2018.

Fonte: urbsmagna.com

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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