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CNTE: A educação continua a ser o principal alvo do golpe!

CNTE: A continua a ser o principal alvo do golpe!

NOTA PÚBLICA

Não é surpresa para ninguém que desde que o governo federal foi tomado de assalto por esta quadrilha que destituiu uma presidenta sem crime de responsabilidade sob a farsa de um impeachment, a educação pública, em todos os seus níveis, sempre se constituiu no principal alvo dos golpistas de plantão. Afinal um povo com educação é o sinônimo mais exato da altivez e grandeza de um país!

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O último malfeito contra a educação pública brasileira deu-se agora, no último dia 2 de janeiro, quando o presidente ilegítimo, golpista e corrupto Michel Temer sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA), com apenas um veto à proposta enviada pelo Congressso. E claro que esse veto foi para prejudicar ainda mais a educação básica pública de nosso país.

Duas emendas apresentadas pelos parlamentares durante a votação do Orçamento no Congresso previam uma verba complementar de 1,5 bilhão de reais ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB, para além do repasse mínimo de 10% de complementação da União.  Esse recurso extra aprovado no Congresso seria uma verba destinada, basicamente, para ajudar no pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério (PSNM) e despesas com EJA (Educaçaõ de Jovens e Adultos). Pois o presidente Temer vetou justamente essa emenda.

Cumpre destatacar que esse veto atinge diretamente algumas das metas previstas no Plano Nacional de Educação – PNE, o que, não se pode negar, corrobora com as ações do governo de atacar todo o sistema público de educaçaõ no país, desde quando impôs um teto de gastos para o setor, interviu na composição do Forum Nacional de Educação – FNE e inviabilizou a Conferência Nacional de Educação – CONAE em 2018.

Começar o ano com uma notícia dessas não arrefece o ânimo de derrotar esse golpe e essa quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto, inimigo não de hoje da educação pública brasileira. São privatistas de longa data e sabemos bem a que interesses se submetem. Os/as educadores/as brasileiros/as não se curvarão a mais esse desmando. Continuaremos nas ruas e em todos os espaços que nos cabem para derrotar o golpismo em nosso país. Viva a educação pública brasileira! Fora Temer e todos os golpistas!

Brasília, 04 de janeiro de 2018

Diretoria Executiva da CNTE

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO 

 

CNTE nota pública


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Leia a – Edição Nº 81


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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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