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Consumo consciente: Peixes que você pode comer sem culpa ambiental

Consumo consciente: Peixes que você pode comer sem culpa ambiental

O consumo de peixe traz variados benefícios para a saúde, mas é de extrema importância que isso seja feito de maneira responsável.

Por: Vanessa de Oliveira – pensamentoverde

A WWF-Brasil, organização não governamental que integra a rede do Fundo Mundial Para a Natureza, pesquisou 38 espécies de peixe de maior valor comercial, que são as mais procuradas pelos consumidores e elaborou um guia para orientar quais podem ser consumidos sem culpa ambiental.

Do total pesquisado, a maioria não deve ser consumida: 58% ou o equivalente a 22 espécies foram classificados na categoria vermelha, por serem provenientes de pescarias ou fazendas não sustentáveis. As espécies em questão já estão ameaçadas por sobrepesca, são cultivadas ou retiradas de seu ambiente de forma ecologicamente incorreta, ou ainda sofrem com má gestão. A situação torna o consumo dessas espécies prejudicial ao ecossistema e, portanto, não é recomendado. Encontram-se na categoria vermelha, por exemplo, o Camarão-rosa e o Tubarão-azul (Cação).

Algumas espécies enquadram-se na categoria amarela, cuja indicação é que o consumo seja feito com moderação. Esses pescados são oriundos de fontes que apresentam algum tipo de risco à sustentabilidade e o aumento da demanda por esse produto pode causar impacto no meio ambiente. Também identifica-se problema em relação ao estado do estoque selvagem da espécie, o método de pesca ou cultivo, que deve ser resolvido por meio da gestão pesqueira. Entre os 21% (8) que integram essa categoria, estão a Tilápia e o Bonito-listrado.

Já na categoria verde são os tipos de pescado mais seguros para serem consumidos. Eles são provenientes de fontes bem geridas e capturados ou cultivados de acordo com métodos responsáveis. O Salmão-rosa, o mexilhão, a ostra do pacífico, a ostra do mangue e a vieira são exemplos enquadrados nesse caso.

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Certificação

O estudo também identificou que, das principais espécies consumidas no Brasil e que foram avaliadas, apenas 28% possuem opção de produtos com certificação quanto à sustentabilidade de pesca ou cultivo.

Representantes do WWF-Brasil salientam que há pouco ou quase nenhuma informação sobre a produção nacional de peixe. Dessa forma, os consumidores de pescado não têm os dados necessários para entender como está a pesca no país e como agir para contribuir na busca de um sistema de produção pesqueira mais equilibrado, que atenda a necessidade de produção de alimentos e respeite os limites da natureza.

O Guia de Consumo Responsável feito pelo WWF-Brasil apresenta informações sobre como os estoques pesqueiros estão em níveis críticos, traz recomendações para orientar o consumo de algumas espécies e quais técnicas de pesca devem ser preferidas por serem menos agressivas ao ecossistema. O documento completo está disponível no link www.wwf.org.br/consumoconsciente.

Na hora de consumir

Além da sobrepesca e da pesca ilegal, a falta de conhecimento dos consumidores e a pouca – ou quase inexistente – oferta de produtos certificados, estão entre os principais motivos que colocam o Brasil entre os países que consomem pescados de forma insustentável no mundo, não preservando os limites impostos pela natureza.

Entre as ações que os consumidores podem fazer na hora da escolha do pescado está priorizar o produto com certificação de origem, pesquisar se é uma espécie ameaçada de extinção, consultar sobre período de defeso de cada espécie e época de reprodução em que a pesca é proibida. Além disso, é importante verificar se o tamanho do exemplar que está comprando respeita os requisitos mínimos estabelecidos por lei.

As indústrias pesqueiras que seguem boas práticas podem comprovar seus métodos sustentáveis com certificações e selos de pesca sustentável, como os emitidos pelo MSC (Marine Stewardship Council) e o ASC (Aquaculture Stewardship Council).

Esse conjunto de atitudes faz a diferença na hora de cuidar da sua alimentação e também dos recursos naturais.

Fonte: https://www.pensamentoverde.com.br/atitude/saiba-quais-sao-os-peixes-que-voce-pode-comer-sem-culpa-ambiental/


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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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