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Descarbonização do setor de energia é pauta de conferência sobre transição energética

Descarbonização do setor de energia é pauta de conferência sobre transição energética

A 6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética será realizada de 7 a 9 de novembro na USP. Nomes como Paulo Artaxo e Carlos Nobre estão entre os palestrantes confirmados.

Por Júlia Mendes/ O Eco

Promovida pela Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), a 6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética (ETRI – Energy Transition, Research and Innovation Conference) vai discutir temas voltados para a descarbonização do setor energético do . O evento acontece entre os dias 7 a 9 de novembro, na Universidade de São Paulo (USP). Mais de 500 cientistas, representantes do governo e empresários discutirão temas como inovação tecnológica e voltadas para a transição energética. 

“Abrimos a discussão para além das tecnologias, pois sem políticas públicas adequadas não há como promover a transição energética. É preciso ter uma definição melhor de quais são os caminhos para atingirmos as metas de redução de gases de efeito estufa [GEEs]; e reunir representantes do governo e da indústria é um passo importante nesse sentido”, afirma Suani Teixeira Coelho, professora do Programa de Pós-Graduação em Energia da USP, coordenadora de projetos do RCGI, e Chair do Comitê Científico da conferência.

Além de painéis de discussão e keynote speakers, mais de 200 trabalhos científicos, do RCGI e de outras instituições, relacionados ao tema de transição energética também serão apresentados. Entre os palestrantes e painelistas confirmados estão o secretário de Clima, Energia e do Itamaraty, embaixador André Correa do Lago, Viviane Romeiro, diretora na área do Conselho Empresarial Brasileiro para o , Paulo Artaxo, membro do Painel Intergovernamental de (IPCC), Carlos Nobre, da Academia Brasileira de Ciências, entre outros. 

A Conferência ETRI 2023 é um evento aberto e as inscrições devem ser feitas neste link. Saiba mais no site da conferência.

Júlia MendesEstudante de Jornalismo. Fonte: O Eco. Foto: Maicon Hinrichsen/Palácio Piratini.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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