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Fome mata 15 pessoas por dia no Brasil

Fome mata 15 pessoas por dia no Brasil – Em 2014, segundo a ONU, o Brasil saiu do Mapa da Fome. Desde 2014, conforme estatística do governo brasileiro, o golpe que tirou a presidenta Dilma do poder vem, cada vez mais, conseguindo a trágica façanha de trazer o Brasil de volta para o Mapa da Fome.

Hoje, segundo dados do Ministério da Saúde, a cada dia cerca de 15 pessoas morrem de desnutrição no Brasil. Em 2017, conforme dados do Ministério da Saúde 5.653 pessoas morreram de desnutrição, ou seja, por falta do que comer, ou seja, de fome.

Os dados do governo insistem em desmentir o presidente. Em 2018, o Ministério da Cidadania divulgou o Mapeamentoda Insegurança Alimentar e Nutricional  (Mapa InSAN), com o alarmante registro de que, dentre as crianças com menos de cinco anos atendidas pelo Bolsa Família,  427.551 tinham algum grau de desnutrição.

Já a última pesquisa do IBGE sobre o tema, 7,2 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar grave no país, que é quando alguém passa o dia todo sem comer por falta de dinheiro para comprar alimentos e há redução quantitativa de alimentos entre crianças, que passam então, a apresentar um quadro de desnutrição, que é medido de acordo com o déficit de peso por idade ou de altura por idade.

Com informações da Folha de S. Paulo, via Brasil 247. Foto Interna: Brasil de Fato.

Fome Histórias da Fome no Brasil 2017


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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