Imagem de satélite mostra iceberg de 11 milhões de toneladas próximo a Groenlândia

FOTO de satélite mostra iceberg de 11 milhões de toneladas que ameaça vila da Groenlândia

Novas e deslumbrantes imagens de satélites mostraram o tamanho da ameaça representada para a comunidade pesqueira da Groenlândia por um iceberg de 11 milhões de toneladas que chegou perto da baía.

iceberg
‘Gelo vivo’: iceberg de mais de 6 km desprende-se de geleira na Groenlândia (VÍDEO) | CC0 / PIXABAY

Fotos capturadas pela empresa de imagens de satélite Deimos mostram o iceberg do tamanho de uma montanha perto de Innaarsuit, uma pequena ilha a oeste da Groenlândia com uma população de 170 habitantes. Os moradores dizem que o iceberg, que supostamente possui cerca de 100 metros de altura, é o maior que eles já viram. Há um risco real de que o iceberg se quebre e crie ondas semelhantes a tsunamis que destruiriam próximas.”Este [iceberg] me deixa com medo”, disse o pescador Hans Mathias Kristensen à CNN.

“Meu pai me ensinou que quando um iceberg está preso no chão, o gelo sob as águas fica menor, derrete e acaba se quebrando. Haveria ondas enormes se isso se quebrar.”

iceberg iceberg

​#DEIMOS2 capturou um enorme #iceberg de 11 milhões de toneladas pairando sobre a remota vila da #Groenlândia, Innaarsuit, em 20 de julho

A zona de perigo perto da costa foi evacuada. Em 2017, quatro pessoas morreram após icebergs terem gerado ondas que inundaram territórios no noroeste da ilha.

ANOTE AÍ

Fonte: Sputnik Brasil

Deixe seu comentário

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

PARCERIAS

CONTATO

logo xapuri

REVISTA