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Jacucaca: Ave endêmica da Caatinga em sério risco de extinção

Jacucaca: Ave endêmica da Caatinga em sério risco de extinção

A Jacucaca, segundo a página Bichos da Caatinga: Jacu-verdadeiro, jacu-do-nordeste ou simplesmente jacucaca (Penelope jacucaca) é uma ave endêmica da Caatinga. É também uma das mais belas e seriamente ameaçada de extinção em função da caça. Em muitas regiões da Caatinga a jacucaca já desapareceu. 

ANOTE AÍ:

Fonte: Informação e foto de capa de Admilson Gomes, na Caatinga cearense, publicadas por Bichos da Caatinga

Informações adicionais, da Wiki Aves: https://www.wikiaves.com.br/jacucaca: 

Jacucaca

Ameaçado de extinção

Espécie endêmica do Brasil. A jacucaca é uma ave galliforme da família Cracidae. A jacucaca, endêmica da Caatinga, é a maior espécie de cracídeo deste bioma, vivendo preferencialmente na Caatinga arbórea e nas matas secas. Ocorria em quase todos os estados do Nordeste brasileiro e em Minas Gerais, aproximando-se da costa em alguns locais. Ameaçada de extinção devido ao desmatamento e à caça indiscriminada.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) pene = quase; e do (grego) lophos = crista; e do (tupi) jacú cáca = ave com crista. – Ave com pequena crista.

Características

Grande, possui cor canela bem escuro, com riscos brancos. Testa preta, com largas sobrancelhas brancas unidas na frente. Coberteiras alares (penas que cobrem as asas), escapulares (penas dos ombros) e penas do peito orladas de branco. É bastante terrícola e corre mostrando o dorso bronze-brilhante. Mede aproximadamente 73 centímetros de comprimento.

Subespécies

Monotípica, não possui subespécies.

Alimentação

Essencialmente frugívoro, tem predileção por frutos, como o do juazeiro, consumindo também flores de ipê.

Reprodução

Não são conhecidos os seus hábitos reprodutivos na natureza, mas filhotes têm sido obtidos com certa facilidade em cativeiro. Constrói seu ninho em forma de tigela confeccionada de gravetos e forrado internamente com folhas secas. É feito de arbustos nos pés de mandacaru ou nas hastes da palmeira ouricuri. A postura consta de dois a três ovos de cor branca, pesando em média 92g e medindo 68 x 50mm.

Hábitos

Nas caatingas, prefere as áreas mais úmidas e próximas dos rios, temporários ou não. Tolera algum tipo de perturbação em seu ambiente, mas é bastante sensível à caça. Pode ser vista sozinha, aos pares ou em pequenos grupos, que se deslocam rapidamente pelo solo ou pelas árvores, fazendo grande barulho,gritando silabas altas e fortes semelhantes a um (GRAM-AM-AM-AM-AM). Essas aves vocalizam principalmente de madrugada e ao crepúsculo, quando se reúnem para dormir.

Distribuição Geográfica

Caatinga e cerrado do Nordeste. Maranhão, sul do Piauí e Ceará, ao interior da Bahia, Paraíba, Alagoas e norte de Minas Gerais. Endêmica no Brasil.

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Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

  • Ambiente Brasil – disponível em  Acesso em 23 Ago. 2009.
  • Universidade Estadual de Feira de Santana – Rumo ao Amplo Conhecimento da Biodiversidade do Semi-árido Brasileiro – disponível http://www.uefs.br/ppbio/cd/portugues/capitulo19.htm Acesso em 23 ago. 2009.
  • Blog do Gabeira – disponível em http://www.gabeira.com.br/noticias/temas/meio-ambiente/passaros-em-extincao/828-abre-o-olho-jacucaca Acesso em 23 Ago. 2009.
  • Redies, H. (2013) Observations on White-browed Guan Penelope Jacucaca … Cotinga 35:61-68 OL – disponível em http://www.mae-da-lua.org/downloads/Redies_2013__Penelope_jacucaca.pdf
  • Associação Mãe-da-lua (2015) Vida e preservação dos jacucacas na RPPN Mãe-da-lua, Itapajé-CE. Vídeo de 11 minutos, disponível em http://www.mae-da-lua.org/port/video_80jacus_30012015.html
  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • ITIS – Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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