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Kanaloa, ou Tangaloa: o deus das águas do oceano na ilha de Samoa

Kanaloa: o deus do oceano, da cura, e o companheiro constante de Kane, o deus da criação – Conhecido também como Tangaloa na ilha de Samoa, Kanaloa é um deus cultuado pelos antigos habitantes do arquipélogo do Hawaii, na Polinésia.

Era o deus do oceano, da cura e o companheiro constante de Kane, o deus da criação. O sentido de seu nome é bastante profundo e complexo, mas está ligado desde o nascedouro das criaturas marinhas até a essência central do universo interno de cada um. Por isso, de maneira única entre os havaianos, Kanaloa é representado com olhos grandes, redondos e profundos: aquele que encara fundo seus olhos tem visões que tomam caminhos existenciais e místicos.

O Olho de Kanaloa

Na mitologia do Antigo Havaí, Kanaloa era o deus do oceano, o deus da cura e o companheiro constante de Kane, o deus da criação. Eles viajavam juntos, compartilhavam a sagrada awa, golpeavam o solo com seus bastões e as fontes de água fresca jorravam com abundância.

De acordo com uma tradição de Kauai, se você olhar dentro do olho de Kanaloa verá o desenho acima. Na Língua Havaiana “kanaloa” é também usada como uma palavra que significa “uma concha marinha; a fase inicial de determinado peixe; um nome alternativo para Kaho’olawe Island; seguro, firme, imóvel, estabelecido, inconquistável. A tradução do radical da palavra ka-na-loa, significa “a verdadeira paz ou o grande silêncio”.

A palavra também tem a conotação de confiança plena. Na tradição esotérica da Huna Kupua, Kanaloa representa o Eu Essência, ou o centro do universo interior de cada um.

O Modelo

Como um todo, o modelo representa a Teia-Aka, ou a Teia da Vida, a conexão simbólica de todas as coisas entre si. Neste aspecto, a estrela no centro é a aranha/xamã, ou o indivíduo que está ciente de ser o tecelão da própria vida, um tecelão de sonhos.

Sob outro aspecto, as oito linhas representam “Mana” ou poder espiritual, porque um outro significado de “mana” é “linhas divisórias” e, o número oito na tradição havaiana é símbolo de grande poder. Os quatro círculos representam “Aloha” ou amor, porque a “lei” (colar, grinalda ou adorno na cabeça com flores e folhas) é um símbolo do amor; é circular e é usada figurativamente no Havaí significando um círculo (como em Hanalei – Baía circular).

A palavra “ha” é uma parte da palavra “aloha” e também significa “vida” e o numero quatro. Juntos, os círculos e linhas representam a harmonia do Amor e do Poder, como um ideal a ser desenvolvido.

A estrela padrão é formada por um ponto no centro, representando o Aumakua ou Eu Superior; um circulo representando Lono ou o Eu Mental; as sete pontas da estrela representam os sete Princípios da Huna, e o círculo em volta da estrela representa Ku, o Eu Físico ou Subconsciente. Uma ponta da estrela está sempre para baixo, alinhada com a linha reta da Teia, representando a conexão do interior com o exterior.

A Energia

O símbolo do Olho de Kanaloa gera uma energia sutil, conhecida como “Ki” em Havaiano. Essa energia pode ser usada para curar, para estimular aptidões físicas e mentais e para muitas outras finalidades. A maioria das pessoas pode sentir a energia, a qual pode ser semelhante a um formigamento, uma corrente, uma pressão ou um frescor, ao manter a mão, os dedos, a face ou a testa perto do símbolo. Por si mesmo o símbolo ajudará a harmonizar as energias físicas, emocionais e mentais de um ambiente ou de qualquer outro local. A energia pode ser obtida de forma mais direta pelo olhar meditativo ou mantendo o símbolo bem perto de algo que necessite harmonização. O símbolo também pode amplificar e harmonizar outras fontes de energia, se for colocado atrás ou na frente da fonte.

Fontes: Primeiro parágrafo: aventurasnahistoria; O olho de kanaloa: Serge K. King/huna


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Réquiem para o Cerrado – O Simbólico e o Real na Terra das Plantas Tortas

Uma linda e singela história do Cerrado. Em comovente narrativa, o professor Altair Sales nos leva à vida simples e feliz  no “jardim das plantas tortas” de um pacato  povoado  cerratense, interrompida pela devastação do Cerrado nesses tempos cruéis que nos toca viver nos dias de hoje. 

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Réquiem para o Cerrado

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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