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Lula Livre: Festival mobiliza milhares de pessoas em São Paulo

Lula Livre: Festival mobiliza milhares de pessoas em São Paulo

Por Igor Carvalho brasildefato

A chuva não intimidou os paulistanos neste domingo (2). Cerca de 80 mil pessoas, segunda a organização, passaram pela terceira edição do Festival Lula Livre, que contou com a apresentação de dezenas de artistas de diversos estilos. Palavras de ordem pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiveram presentes do começo ao fim do festival.

“Esse é um momento histórico. A prisão do Lula nada mais é do que privar a nossa liberdade de expressão. Todo mundo sabe que o Lula tem muita gente ao lado dele e, a partir do momento que encarceram ele, eles também encarceram a nossa voz, alguém que fala por nós e nos ajuda a chegar mais longe”, afirmou Mel Duarte, poetisa e integrante do grupo Slam das Minas.

Além de condenar a prisão política do ex-presidente, várias artistas destacaram o legado de algumas de suas políticas de combate à desigualdade e valorização da cultura, por exemplo. Cantoras e compositoras, Bia Ferreira e Doralyce, cantaram a música “Cota não é esmola”, de autoria de Ferreira, uma música em defesa da ação afirmativa de cotas para o ensino superior.

“O sentimento de estar aqui hoje é de agradecimento, porque se a gente faz o que a gente faz hoje, é porque a gente teve oportunidade de ter acesso à informação. E esse acesso só veio depois do governo Lula, e é preciso falar disso. Muitas pessoas pretas tiveram acesso à educação, à cultura, à saúde. E a gente não pode esquecer, não pode deixar morrer, tudo que esse homem fez pelo povo preto, pela tentativa de ter uma igualdade racial no Brasil”, expressou Bia Ferreira.

Além de condenar a prisão política do ex-presidente, várias artistas destacaram o legado de algumas de suas políticas de combate à desigualdade e valorização da cultura, por exemplo. Cantoras e compositoras, Bia Ferreira e Doralyce, cantaram a música “Cota não é esmola”, de autoria de Ferreira, uma música em defesa da ação afirmativa de cotas para o ensino superior.

“O sentimento de estar aqui hoje é de agradecimento, porque se a gente faz o que a gente faz hoje, é porque a gente teve oportunidade de ter acesso à informação. E esse acesso só veio depois do governo Lula, e é preciso falar disso. Muitas pessoas pretas tiveram acesso à educação, à cultura, à saúde. E a gente não pode esquecer, não pode deixar morrer, tudo que esse homem fez pelo povo preto, pela tentativa de ter uma igualdade racial no Brasil”, expressou Bia Ferreira.

O cantor e compositor pernambucano Otto, destacou a singularidade do ex-presidente: “O único líder no mundo capaz de reunir uma massa destas é Lula, e é pelo que ele fez por esse país. Devolvam Lula ao povo! Não façam isso com uma pessoa de 74 anos, que trabalhou, que amou e que foi honesto com este país”.

Apresentação do Slam das Minas e Drik Barbosa. Várias artistas homenagearam a militante e vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, durante o festival.

O ex-presidente enviou uma carta para o festival, que foi lida pelo seu neto Tiago. “Agradeço de coração a cada uma e a cada um de vocês, artistas e público, que nesse 2 de junho fazem da praça da República a Praça da Democracia. Embora tenha o nome de “Festival Lula Livre”, sei que esse é muito mais que um ato de solidariedade a um preso político. O que vocês exigem é muito mais que a liberdade do Lula. É a liberdade de um povo que não aceita mais ser prisioneiro do ódio, da ganância e do obscurantismo”, afirmou o ex-presidente no texto (confira a (íntegra abaixo).

Confira os artistas que passaram pela terceira edição do Festival Lula Livre: Emicida, Rael, Criolo, Baiana System, Aíla, Dead Fish, Chico César, Filipe Catto, Mombojó, Odair José, Otto, Thaíde, Junu, Everson Pessoa, Unidos do Swing, Francisco El Hombre, Arnaldo Antunes, Slam das Minas, Bia Ferreira, Doralyce Soledad, Lirinha, Ilú Oba de Min, André Frateschi e banda, Márcia Castro, Zeca Baleiro, Isaar, Junio Barreto, Fernanda Takai, MC Poneis, Tulipa, Chico Chico e Duda Brack, Mistura Popular, Triz, Anelis Assumpção e Drik Barbosa.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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