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O que há de familiar no Facebook?

O “Facebook” familiar

Por: Joacir S. d´Abadia 

Sem dúvida alguma, um dos maiores avanços mundiais das últimas décadas foi a internet. Foi uma das maiores conquistas não só no campo eletrônico, econômico, político, cultural… Mas, acima de tudo, é uma das novas formas de tecnologia da informação que ajuda na comunicação das pessoas, porque a comunicação precisa de um meio para ser informada, então, a internet é, precisamente, esse meio. O que é, pois a internet?

A Internet, segundo a Enciclopédia Virtual Wikipédia, é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo Protocolo de Internet que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. A Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs).

Hoje em dia, os jovens de classes não privilegiadas desfrutam desta nova tecnologia, visto que ela permitiu um agrupamento de jovens. É bem verdade que é um agrupamento virtual, mas não deixa de ser um agrupamento. Desse modo, cresce a cada dia os sites de relacionamentos, como por exemplo, o “Facebook”. Eles proporcionam uma chusma de gente interligada através deste conglomerado de redes. Formando, assim, uma grande comunidade virtual de seres humanos.

Para o filósofo francês Edgar Morin (1921-), a internet aproxima as pessoas: “a internet tornou-se um sistema nervoso artificial que tomou conta do planeta. É algo que ajuda muito na hora de desenvolver afinidades, encontrar amigos, amores ou parceiros de hobby. A internet é um fato universal importantíssimo” (Folha, a14. seg., 28 de abr. de 2008).

A internet têm seus riscos, os quais não levaremos em conta aqui. Assim, conclui o pensador francês: “se a internet não desenvolve a ideia da comunidade de destinos da humanidade, terá apenas uma função limitada e parcelar”. Caso isso aconteça, a internet afastaria as pessoas e eliminaria completamente o papel das relações interpessoais. No entanto, nada substitui o contato humano; ele é indispensável nas relações pessoais. A internet, em suma, proporciona um maior conhecimento e aproximação das pessoas através da comunidade virtual, um tipo de “família” acéfala.

 

Joacir pb

Padre Joacir S. d'Abadia –  Pároco da Paróquia São José Operário--GO, Filósofo autor de mais de 10 livros, Bacharel em Filosofia, Pós graduado em Docência do Ensino Superior, Licenciando em Filosofia e membro da “Academia de Letras do Nordeste Goiano” _ ALANEG e da “Academia de Letras do ” e da “Casa do Poeta Brasileiro”.

E-mail: joacirsoares@hotmail.com/WhatsApp 61 9 9931-5433

 

 

 

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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