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O maior São João do Mundo

O maior São João do Mundo

Por: Janaina Faustino

Falar em festa junina é falar de Nordeste, e uma boa dica é visitar Campina Grande, na Paraíba, para se esbaldar no arraial do “Maior São João do Mundo”, uma celebração que começou tímida, com apenas algumas barracas, no ano de 1983, e hoje junta mais de 2,5 milhões de pessoas em uma festança que dura nada mais, nada menos, do que trinta dias seguidos!

Em 2019, “O Maior São João do Mundo” acontece no período de 02 de junho a 02 de julho, no Parque do Povo, com atrações gratuitas em um grande palco aberto para os dois lados e com acesso pago para os camarotes. Todos os dias, talentos como Elba Ramalho, Aviões do Forró, Wesley Safadão, Os Gonzagas, Pablo, César, Menotti e Fabiano, Padre Fábio de Melo, Simone e Simaria, se juntam a artistas locais em shows que começam às 20h e nunca terminam antes da madrugada.

Espetáculo à parte em Campina Grande é o próprio Parque do Povo. Com seus 42 mil metros quadrados de área decorada com réplicas dos prédios históricos de Campina Grande, o clima de arraial interiorano do espaço é quebrado pelas famosas “Ilhas do Forró”, onde se pode sacudir o esqueleto ao som dos trios de forró pé de serra, em bailes que nunca param!

Mas não é só de música e dança que se faz o “O Maior São João do Mundo”, lá no Parque do Povo. Diz a organização que ali há pelo menos 150 opções de lugares para se alimentar, com pratos que vão desde pamonhas e pés-de-moleque até os exóticos sushis da comida japonesa.

E para quem gosta de festa alternativa, tem muita atração paralela como o Arraiá de Cumpade, o Bar do Cuscuz, a Fazenda Santana, a Locomotiva do Forró, o Ônibus do Forró, o Sítio São João e a Vila do Artesão.

Mas, para não esticar conversa, você pode saber mais sobre o que fazer em Campina Grande durante os festejos e conferir a programação completa no  site oficial do Maior São João do Mundo.

meJanaina Faustino – Gestora Ambiental

 

 

 


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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

DOAÇÃO - PIX: contato@xapuri.info

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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