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Porto Alegre: Destino turístico mais procurado para as férias de janeiro na região Sul

São Paulo, janeiro de 2019 – Segundo pesquisa da agência virtual de turismo ViajaNet, a cidade de Porto Alegre, capital do estado de Rio Grande do Sul, é o destino mais procurado pelos brasileiros para as férias de janeiro de 2019, com um total de 25,65% no volume de passagens aéreas já vendidas para a localidade.

O levantamento da ViajaNet identificou o interesse dos brasileiros em relação às viagens de férias para o mês de janeiro e, apesar dos inúmeros destinos existentes no , a pesquisa limitou-se às cidades da região Sul, já que também são destinos turísticos com alta procura no País nesta época do ano.

Entre os diferenciais de Porto Alegre para se conhecer, estão o centro histórico da cidade, como o Mercado Público e a Usina do Gasômetro, o pôr do sol na orla do Guaíba, a Feira do Brique, o Parque da Redenção, o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC, os Estádios do Grêmio e do Internacional, além das festas noturnas.

É importante considerar que o hábito de viajar nos meses de férias está sendo reativado pela expectativa de recuperação elevada da economia brasileira”, destaca Gustavo Mariotto, head of marketing da ViajaNet.

Além da bela cidade de Porto Alegre, há outros destinos do sul do Brasil que também atraem os turistas neste início de 2019, como destaca o Top 5 divulgado pela ViajaNet (https://www.viajanet.com.br/):

Ranking

Cidade

Porcentagem

Porto Alegre

25,65%

Florianópolis

22,50%

Curitiba

17,10%

Navegantes

13,27%

Foz do Iguaçu

11,43%

ANOTE AÍ:

Porto Alegre Usina do Gasometro wikihaus.com .br

Matéria enviada por Carolina Carolina Glogovchan: carolina.glogovchan@comuniquese1.com.br

Viajanet: https://www.viajanet.com.br/

Foto à : Usina do Gasômetro – www.wikihaus.com.br

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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