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Prêmio de até US$ 10 mil para soluções de conservação da biodiversidade

Soluções inovadoras para conservar a do mundo serão reconhecidas pelo Prêmio Pathfinder, iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA), da organização WildArk e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As ações vencedoras, desenvolvidas e implementadas por indivíduos, organizações e grupos, receberão até 10 mil dólares em prêmios. As inscrições podem ser feitas até 15 de agosto.

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O baixo investimento em áreas protegidas é um desafio persistente que impede e enfraquece os esforços de conservação e o gerenciamento efetivo de áreas protegidas em todo o planeta. Foto: Arquivo Ministério do

Soluções inovadoras para conservar a biodiversidade do mundo serão reconhecidas pelo Prêmio Pathfinder, iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA), da organização WildArk e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As ações vencedoras, desenvolvidas e implementadas por indivíduos, organizações e grupos, receberão até 10 mil dólares em prêmios. As inscrições podem ser feitas até 15 de agosto.

O baixo investimento em áreas protegidas é um desafio persistente que impede e enfraquece os esforços de conservação e o gerenciamento efetivo de áreas protegidas em todo o planeta.

Pesquisas indicam que o déficit de financiamento para áreas protegidas globalmente é estimado entre 30 bilhões e 35 bilhões de dólares por ano. No entanto, as áreas protegidas proporcionam um retorno econômico de até 50 para 1, além de fornecerem benefícios não econômicos.

O Prêmio Pathfinder 2018 busca identificar e valorizar soluções que abordaram esse problema. Serão reconhecidas as iniciativas excelentes e inovadoras para áreas protegidas e conservadas, desenvolvidas e implementadas por indivíduos, organizações ou grupos.

As soluções devem demonstrar sucesso em financiamento ou recursos sustentáveis, adoção de novos tipos de financiamento sustentável ou recursos para uma ou mais áreas protegidas/conservadas; novas e adicionais fontes de receita ou meios para abordar as prioridades de forma sustentável; e incremento significativo de financiamento ou recursos, aumentando drasticamente as receitas de áreas protegidas ou o acesso a recursos sem comprometer sua integridade.

Também devem incluir parcerias de sucesso para financiamento / recursos, novas parcerias desenvolvidas com o setor privado ou a sociedade civil que alcancem novos financiamentos ou recursos; novas tecnologias, novas abordagens ou métodos para mobilizar, coletar, administrar ou desembolsar recursos financeiros e outros recursos para áreas protegidas; e gestão para investimento, novas abordagens de gestão para atrair e possibilitar investimentos ou alcançar novas eficiências.

Os prêmios incluem recursos financeiros, bem como outras formas de reconhecimento, levando em conta as submissões em todas as áreas temáticas listadas anteriormente.

O vencedor (individual ou organização) receberá 10 mil dólares; o segundo lugar ficará com 2 mil dólares; e cada menção especial (a ser concedida a até três pessoas ou organizações) receberá 1 mil dólares.

Os vencedores também receberão uma placa e um certificado de conquista, promoção e visibilidade, além de um convite para a cerimônia de premiação. O prêmio será apresentado na 14ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 14), que será realizada em Sharm El-Sheikh, no Egito, entre 17 e 29 de novembro.

Para participar, os interessados devem preencher o formulário on-line https://www.surveymonkey.com/r/PathfinderAward e enviar uma descrição da solução/inovação que está sendo nomeada como uma “Solução Completa” na plataforma web PANORAMA: https://panorama.solutions/en/solution/add. As inscrições devem ser feitas até 15 de agosto de 2018.

Para mais informações: https://bit.ly/2Llu45c ou pelo e-mail pathfinderaward@undp.org.

O prêmio deste ano é organizado em cooperação com a Iniciativa de Finanças para a Biodiversidade do PNUD (BIOFIN) e a iniciativa PANORAMA – Soluções para um Planeta Saudável.

ANOTA AÍ

Fonte: ONU – Brasil

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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