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Primavera: nós podemos florescer com ela!

Primavera: nós podemos florescer com ela!

Por Keissy Kelly   6 de setembro de 2017

A primavera está chegando e, com ela, podemos aproveitar para refletir sobre a nossa própria capacidade de renovação.

É fato que a vida, às vezes, tem seus dias nublados e chuvosos. Aqueles dias em que você, simplesmente, deseja se enrolar no cobertor e entregar-se para aquelas séries que o fazem esquecer dos problemas,

E não há problema nenhum nisso, desde que você não permita que isso vire um hábito.

E se eu pudesse lhe fazer uma sugestão, eu lhe diria: Não permita que a sua vida se resuma  em encontrar refúgios.

Talvez a chuva insista e perdure por alguns dias, mas o fato é que sempre haverá um dia ensolarado, assim que a tempestade se for

E é por mais dias iluminados que devemos viver.

O que você faz para colorir seus dias?

Que hábitos você alimenta?

Que tal recomeçar a ler aquele velho livro que você abandonou há tanto tempo?

Que tal se matricular em cursos que o estimulem a aprender novas habilidades?

Que tal parar de reclamar sobre aquilo que ainda não aconteceu ou que não está como você gostaria, e ser grata por todos os pequenos milagres que acontecem na sua vida diariamente?

Que tal assumir o papel, de uma vez por todas, de autor da sua própria história?

O fato é que também podemos ser flores tão lindas quanto as que brotam na primavera.

A verdade é que nós podemos ser primavera todos os dias.

Basta aceitarmos as transformações em nós que são essenciais para que tenhamos ainda mais força e beleza na próxima florada.

Dizem que ao olhar uma flor com carinho ela floresce ainda mais bela!

Quantas vezes você se olha no espelho e, de fato, fica admirado por ser exatamente como é?

Quantas vezes você profere palavras de amor e carinho a si mesmo?

Somos cocriadores do nosso próprio jardim.

Com que frequência você rega seu jardim para que ele possa crescer e enfeitar a sua alma?

A verdade é que tudo aquilo que tanto buscamos está em nossas mãos.

Temos o poder de transformar nosso jardim e deixá-lo repleto das cores mais lindas que alguém já viu!

Porque, afinal, não é o que você faz que o torna especial, mas o como você faz. Com que intensidade você se dedica a si mesmo?

Que tal começar hoje mesmo a ser a sua melhor versão?

Fonte: O Segredo

 

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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