AUDITORAS DO TCE-AC PARTICIPAM EM BRASÍLIA DO PAINEL CLIMABRASIL

AUDITORAS DO TCE-AC PARTICIPAM EM BRASÍLIA DO PAINEL CLIMABRASIL

As auditoras de controle externo do Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC), Juliana Moreira e Renata Tessaro, da 8ª Coordenadoria Especializada de Controle Externo (Coecex), foram a Brasília participar de uma oficina de capacitação do Painel ClimaBrasil, a atividade foi promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) entre os dias 19 e 23 de maio.
 
 
A oficina é mais uma etapa na implementação nacional do projeto ClimateScanner, coordenado pelo TCU na presidência da Organização Internacional das Instituições Superiores de Controle (Intosai). O projeto recebeu a adesão de todos os 33 tribunais de contas brasileiros.

“O treinamento foi intensivo e proporcionou uma imersão nos conteúdos e critérios que nortearão a atuação dos tribunais de contas na avaliação da capacidade dos governos frente às mudanças climáticas”, explicou Juliana Moreira, chefe da 8ª Coecex.

O encontro, também, promoveu o nivelamento entre os participantes quanto aos procedimentos de inserção e padronização das informações que alimentarão o Painel. “Fortalecendo a consistência e a confiabilidade dos dados que irão compor o diagnóstico nacional sobre as ações climáticas”, acrescentou.AUDITORAS DO TCE-AC PARTICIPAM EM BRASÍLIA DO PAINEL CLIMABRASILA metodologia foi construída de forma colaborativa, com participação cidadã, auditores dos tribunais de contas estaduais e municipais, além de 15 instituições atuantes em áreas relacionadas à mudança do clima.
“Os dados vão auxiliar a construção de um panorama nacional das ações climáticas, que será apresentado na Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, na cidade de Belém (PA)”, concluiu.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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