Seriema: Uma ave que sabe voar, mas prefere correr

Daqueles tempos que eu viajava, tenho saudade do teu cantar
Maracajú, Ponta Porã, quero voltar ao meu Tupã
Rever os campos que eu conheci, oh seriema eu quero ouvir
[…]
Nome Científico: Seu nome científico significa: Çariama = nome, provavelmente indígena para a ave; e do (latim) cristata, cristatum = crista, crista emplumada. ⇒ Cariama com crista.
Características: Sua plumagem é cinza-amarelada, com finas riscas escuras: abdômen um pouco mais claro, bico e pernas vermelhos. Tem a crista formada por um tufo de penas longas, com cerca de 12 centímetros.
É uma das poucas aves que possuem pestanas. Atinge uma altura média de 70 centímetros, podendo chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,4 quilo.
O porte dos jovens pode ser igual ao dos adultos e, para diferenciá-los, a cor dos olhos é uma das melhores maneiras. Nos adultos, os olhos são acinzentados; já nos jovens, são amarelados, podendo a cor do bico ser em tom mais escuro.
Alimentação: Sua alimentação é semelhante à de um gavião, comendo desde insetos até pequenos vertebrados como roedores, répteis e anfíbios e até outras espécies de aves (Silva, 2020).
Mata as presas com o bico, uma vez que os dedos são relativamente pequenos e sem garras. Desmembra as presas maiores pisando sobre elas e retirando pedaços com o bico poderoso.
Devido ao hábito de comer cobras, é protegida pelos fazendeiros e sitiantes. Pode ficar acostumada à presença humana e frequentar os jardins das casas. Além dos insetos e dos pequenos vertebrados, fazem ainda parte de sua dieta alguns vermes, ovos de outras espécies de aves e frutos.
Nasce o sol lindo e dourado
Com seus raios cor de ouro,
Projeta lindos bordados
Nas palmas dos Buritis,
Pelos córregos do Cerrado
Dando vida a este poema
Se escuta da Seriema, o lindo canto afinado!
Seriema, teu canto,
É lindo demais!!
Sentimento profundo, lembrança, saudades
Teu canto me trás
Seriema, teu canto, é lindo demais!
Me faz tão feliz!
Recordando momentos
Inesquecíveis que não voltam mais
Tardezinha, quando o sol,
Se esconde atrás da serra,
Aparece o véu da noite,
Para escurecer a terra!
E a Princesa do Cerrado,
Com seu canto encantador
Abre o bico, ergue a cabeça,
Num ritual de louvor
Agradece a Natureza com seu canto
Sua Alteza, agradece ao Criador.






