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Coronavírus: 6 Mitos e dicas falsas sobre o combate ao COVID-19

Coronavírus: 6 Mitos e dicas falsas sobre o combate ao – É muito comum a disseminação de informações falsas nas redes sociais, como algumas dicas sobre o combate do coronavírus. Veja quais algumas dicas falsas que você deve ignorar

Com o avanço e grande escala de contaminação do novo coronavírus, diferentes dicas, opiniões e conselhos estão sendo espalhados entre as informações de prevenções e cuidados para evitar o contaminação pelo vírus. Entretanto, dentro desse grande amontoado de informações, existem diversas afirmações falsas ou sem comprovação. Por isso, não é interessante acreditar em todas as notícias e comunicados dispersos nas mídias. Muitas dicas encontradas nas redes sociais não apresentam nenhuma relação de precaução e apontam caráter arriscado para a saúde. Por isso, é importante estar sempre atento aos veículos de informações confiáveis para ter conhecimentos das reais medidas de precaução que podem ser introduzidas entre os principais cuidados. Diante desse cenário, entre diversas sentenças e dicas falsas, confira quais são algumas das orientações que você deve descartar sobre a Covid-19.

Desinfetante caseiro

Uma das medidas de precaução mais importantes contra o coronavírus é a boa higiene das mãos. As principais orientações são lavar as mãos com muito cuidado, utilizando água e sabonete, e uso de gel desinfetante. Com isso, surgiram notícias de escassez de álcool em gel nos estabelecimentos de vendas, o que proporcionou a divulgação de dezenas de receitas para confecção de materiais desinfetantes caseiros para as mãos. Porém, essas receitas não se adequam para desinfetar as mãos, pois não são apropriadas para o uso na pele. Além disso, ingredientes como vodca não possuem teor alcoólico e eficácia necessários para proteção de vírus e bactérias, e também não é adequado ao uso na pele. Os frascos de álcool em gel vendidos no mercado possui emolientes ou hidratantes que os tornam específicos para pele, somado ao teor necessário para eliminação do vírus.

Calor

Surgiram nas redes sociais conselhos relacionados a poder do calor de eliminar os vírus, abrangendo orientações como frequente exposição ao Sol, beber e tomar banho com água quente, falsamente referida como declaração da ONU.

Não é afirmado como o calor pode afetar o novo coronavírus. Por isso, recomendações sobre o calor não são eficazes como combate ao vírus.

Beber muita água

Outra recomendação muito disseminada nas redes sociais é beber água de 15 em 15 minutos para eliminar o vírus. Esta dica não está precedida de qualquer comprovação ou evidência. O vírus, na maioria dos casos, é transmitido pelo ar, adentrando o sistema respiratório, sem qualquer relação com a ingestão de água.

Alho

Na Internet o alho é retratado como um grande agente no combate e na prevenção de muitas doenças. Em algumas publicações esse ingrediente foi relacionado como eficiente contra o coronavírus. Esse é mais um caso de recomendação sem comprovação científica. Assim, apesar do alho propiciar benefícios para saúde, não pode ser recomendado como medida de prevenção de coronavírus. Além disso, o uso em excesso desse elemento pode causar consequências negativas ao organismo.

Prata coloidal

A prata coloidal é uma água purificada composta com pequenas partículas de metálicas, sendo muito comum a associação da ingestão desse material como antibiótico. Algumas declarações feitas nas redes sociais afirmaram que a prata coloidal elimina o coronavírus e ajuda o sistema imunológico. Entretanto, não há evidências e testes científicos para a comprovação de que esse material elimina doenças. Além disso, por conter pequenas partículas metálicas, a ingestão do líquido pode acarretar em sérios problemas renais, alérgicas, entre outros problemas no organismo.

Minerais milagrosos

Esse produto é um suplemento de minerais composto de dióxido de cloro, denominado “mineral milagroso” e bastante conhecido com MMS. Segundo declarações nas redes sociais, o uso desse item promove a eliminação de células cancerígenas e também do coronavírus. Entretanto, o dióxido de cloro é muito utilizado como um alvejante e desinfetante de água. Assim, não existem recomendações ou comprovações desse material como agente combatente do coronavírus e o uso desse produto pode acarretar problemas ao organismo caso ingeridos em quantidades indiscriminadas.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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