Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Com seus 32.630 hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, localizado nos municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, no Estado de Mato Grosso, é um dos mais bonitos do Brasil.

Criado em 12 de abril de 1989, pelo Decreto Lei 97.656, o parque não somente protege amostras significativas dos ecossistemas e sítios arqueológicos locais, mas é também um espaço ímpar para a educação e a pesquisa.

Aberto para a visitação o ano todo com entrada gratuita, o parque pode ser acessado pela Rodovia Emanuel Pinheiro – MT-251, que o margeia e o corta em grande extensão. Embora asfaltada, a rodovia não tem acostamento e a maioria do trajeto é feito em pista simples, com vários trechos em aclive, com trânsito pesado em período de férias e feriados.

Embora existam atrativos para todos os gostos durante todo o ano, torna-se importante saber que a região sofre grandes incidências de chuvas de dezembro a março, e está sujeita a altas temperaturas de julho a outubro, durante o período de seca.

Segundo o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade – ICMBio – www.icmbio.org.br, órgão gestor do parque, a visitação aos atrativos observa um sistema de controle, de acordo com a capacidade de gestão, para a garantia de uma visitação agradável, segura e de baixo impacto ambiental.

Encontram-se abertos à visitação o Mirante do Véu de Noiva, o Circuito das Cachoeiras, a Casa de Pedra, a Cidade de Pedra e o Morro de São Jerônimo. Exceto pelo Mirante, os demais atrativos requerem agendamento prévio com guias ou condutores autorizados pelo Parque Nacional. Para mais informações, acessar: www.ecobooking.com.br

Em qualquer época, há bastante disponibilidade de hospedagem e serviços de alimentação tanto na cidadezinha de Chapada dos Guimarães, a apenas 11 quilômetros da entrada do parque, como na capital do Estado, Cuiabá, distante cerca de 50 quilômetros.

 

PRINCIPAIS ATRATIVOS

Cachoeira Véu de Noiva – As águas do Córrego do Coxipozinho despencam de 86 metros de altura, cercadas por um paredão de arenito em forma de ferradura, onde se aninham e voam belas araras vermelhas, para a emoção de quem visita a cachoeira.  Uma trilha de cerca de 550 metros liga a área de estacionamento ao mirante da Cachoeira. A visita é autoguiada. O acesso se dá pelo Km 50 da MT-251. O local oferece telefone público e banheiros. O calor é forte e não há sombras.

Casa de Pedra – Antigo refúgio de escravos fugidios e abrigo para os homens da Coluna Prestes, a Casa de Pedra é uma gruta de arenito esculpida pelo Córrego da Independência. Possui vestígios de inscrições rupestres. Pode ser acessada tanto por quem faz o Circuito das Cachoeiras quanto por quem visita o Morro de São Jerônimo. A visita requer acompanhamento de guias autorizados.

Cidade de Pedra – Depois de uma curta caminhada de 300 metros, chega-se aos mirantes existentes na beira dos paredões da Chapada dos Guimarães.

De lá, tem-se uma visão magnífica de um vale onde abundam os contrastes das formações de vereda e de Cerrado, entremeadas por cachoeiras. Durante o passeio, podem-se observar pegadas de antas e onças pelo caminho, bandos de araras voando sobre os paredões, além de corujas, emas e seriemas. 

O acesso à Cidade de Pedra é feito a partir da Cidade de Chapada dos Guimarães, em estrada de terra.  O belíssimo roteiro exige veículo 4×4, acompanhamento de guia credenciado e assinatura de Termo de Conhecimento de Risco.

Circuito das Cachoeiras – O circuito é formado por seis cachoeiras, todas no Córrego da Independência: Andorinhas, Degraus, Independência, Sete de Setembro, Prainha e Pulo, todas liberadas para banho, exceto a Cachoeira da Independência, também conhecida como Cachoeira dos Malucos.

No total são 6 km de trilhas (ida e volta), sem comércio na área, razão porque se deve levar água, lanche, protetor solar. As visitas requerem pré-agendamento para horários específicos e acompanhamento de guias autorizados.

Morro de São Jerônimo – Com seus 800 metros de altura, o Morro de São Jerônimo é um dos pontos mais altos do Parque Nacional, com grande dificuldade de acesso.

A subida ao morro dura de cinco a seis horas e é feita em estrada, trilha com aclive e declive e uma pequena escalada, razão porque exige um bom condicionamento físico das pessoas visitantes.  Embora os riscos de acidentes sejam moderados, a visita requer acompanhamento de guia ou condutor credenciado, agendamento prévio e assinatura de Termo de Conhecimento de Risco para cada visitante.

 

 

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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