Parque Nacional da Serra da Capivara

Parque Nacional da Serra da Capivara

Parque Nacional da Serra da Capivara

Você sabia? Viajar no tempo é possível! E, viajando no tempo, também é possível encontrar maravilhas de insuperável valor histórico. Começar por onde?  Um bom ponto de partida é visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, uma unidade de conservação arqueológica declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Com uma área de cerca de 129.140 hectares e um perímetro de 214 quilômetros, além de formações rochosas incríveis, o Parque contém a maior quantidade de pinturas rupestres no mundo. São 173 sítios arqueológicos abertos à visitação. Ali podem ser vistos de perto desenhos dos habitantes pré-históricos retratando as cenas mais variadas da vida ancestral como a caça, o sexo, o parto e a dança.

Os vestígios humanos no Parque também são os mais antigos registros na América, datando de mais de 50 mil anos. Além do acervo espalhado pelo Parque, grandes peças líticas, cerâmicas, esqueletos e artefatos diversos podem ser observados no Museu do Homem Americano, parte essencial do registro histórico do Parque.

No local, a vegetação predominante é a Caatinga, com uma fauna diversificada, onde abundam tatus, jacus, veados-catingueiros, macacos-prego, tamanduás, jaguatiricas e algumas onças, como também uma variação grande de aves, lagartos e serpentes.

Outro passeio fascinante é a visita ao Boqueirão de Pedra Furada, onde os grandes paredões rochosos, iluminados à noite, tornam-se um dos grandes espetáculos da natureza. Entretanto, o Centro de Visitantes do Parque requer o pré-agendamento das visitas noturnas.

Como chegar

Pode-se ir de ônibus ou carro para os municípios próximos ao Parque, São Raimundo Nonato ou Coronel Dias (cerca de 20 km). Os aeroportos mais próximos são os de Petrolina, em Pernambuco (300 km), e Teresina, no Piauí (530 km).

Onde ficar

O Parque não dispõe de áreas de pernoite! Há variadas opções de hospedagem nos municípios de São Raimundo Nonato e Coronel José Dias.

O que levar

  • Água potável
  • Lanches
  • Protetor solar

Não esqueça!

Preserve o Parque para as futuras gerações. Não dê comida aos animais
e não toque nas pinturas! Tirar, só fotos, e deixar, só pegadas!

Contato: Telefone/fax (89) 3582-2085


Salve! Pra você que chegou até aqui, nossa gratidão! Agradecemos especialmente porque sua parceria fortalece  este nosso veículo de comunicação independente, dedicado a garantir um espaço de Resistência pra quem não tem  vez nem voz neste nosso injusto mundo de diferenças e desigualdades. Você pode apoiar nosso trabalho comprando um produto na nossa Loja Xapuri  ou fazendo uma doação de qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Contamos com você! P.S. Segue nosso WhatsApp: 61 9 99611193, caso você queira falar conosco a qualquer hora, a qualquer dia. GRATIDÃO!


Revista Xapuri

Mais do que uma Revista, um espaço de Resistência. Há seis anos, faça chuva ou faça sol, esperneando daqui, esperneando dacolá, todo santo mês nossa Revista Xapuri  leva informação e esperança para milhares de pessoas no Brasil inteiro. Agora, nesses tempos bicudos de pandemia, precisamos contar com você que nos lê, para seguir imprimindo a Revista Xapuri. VOCÊ PODE NOS AJUDAR COM UMA ASSINATURA?
[button color=”red” size=”normal” alignment=”center” rel=”follow” openin=”samewindow” url=”https://lojaxapuri.info/categoria-produto/revista/”]ASSINE AQUI[/button]
 

 

 

 

 

GOSTOU DESTA MATÉRIA? ENTÃO, POR FAVOR, PASSA PRA FRENTE. COMPARTILHE EM TODAS AS SUAS REDES. NÃO CUSTA NADA, É SÓ CLICAR!

Deixe seu comentário

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

CONTATO

logo xapuri

REVISTA

© 2025 Revista Xapuri — Jornalismo Independente, Popular e de Resistência.