UMA PARCERIA PELA SUSTENTABILIDADE DO MEIO AMBIENTE
Era para ser um dia comum no Tribunal de Contas do Acre. Mas, na atual gestão, sob a presidência da conselheira Dulce Benício, nenhum dia é comum
Por Marcos Jorge Dias
No dia 3 de junho, o TCE-AC deu início à programação da Semana do meio ambiente e, para reafirmar seu compromisso em aprimorar a Política Institucional de Sustentabilidade (social, ambiental e econômica) nas rotinas administrativas da Corte de Contas, a presidente recebeu com um café da manhã, as trabalhadoras e trabalhadores da Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis do Acre – Catar, com quem o TCE-AC tem estabelecida uma parceria para coleta seletiva.
Além da agenda cotidiana com gestores das instâncias federal, estadual e municipal, representantes dos movimentos sociais e cidadãos comuns, a quem sempre acolhe com gentileza e generosidade, a presidente Dulce está sempre em movimento, em busca de diálogo com a sociedade e conectada com as demandas da população menos favorecida.
Ao receber a equipe da cooperativa em seu gabinete, a presidente do TCE reconhece e valoriza o papel imprescindível desses profissionais como agentes ambientais na luta pela conservação do meio ambiente, no trabalho de redução da poluição e no desenvolvimento sustentável local.

CATAR – RENDA E DIGNIDADE
Criada em 20/05/2006 como Associação da Catadores de Recicláveis, A Catar é um exemplo de organização que deu certo e, enquanto Cooperativa, se consolidou em um segmento econômico invisibilizado e que enfrenta preconceitos pelo fato de as pessoas considerarem “lixo”, os resíduos recicláveis.
Segundo o presidente da Catar, Pedro Moraes (59), atualmente a cooperativa é composta por 9 mulheres e 4 homens. “Quando o negócio melhora mesmo, a gente trabalha direto e ganha de R$ 1.200 a R$ 2.000. Mas já teve mês de a gente retirar até R$ 3.000. É com essa renda que sustentamos nossas famílias”, disse Moraes, com
orgulho.
Para quem não conhece a rotina da Cooperativa, Pedro explicou que o trabalho é feito de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 16h00. Mas, se for preciso, trabalham aos sábados também. Quanto à logística, funciona da seguinte maneira: as instituições parceiras (Tribunal de Contas, Secretaria de Saúde, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Educação, Suframa, Ministério da Agricultura e outros) mandam seus resíduos sólidos para a sede do Catar ou estes são recolhidos pelo caminhão da cooperativa ou pelo da empresa de coleta seletiva, contratado pela prefeitura de Rio Branco.
Quando chegam ao galpão (sede do Catar), os resíduos são selecionados, limpos e organizados por segmento: eletroeletrônicos, garrafas pet, papel e papelão.

Depois, são empacotados, ensacados ou compactados para serem vendidos às empresas, em sua maioria de São Paulo, ou a sucatões locais, que atuam como “atravessadores”.
Cada material tem seu valor de mercado. Atualmente uma tonelada de papelão é vendida por R$ 550,00; o quilo de eletroeletrônicos a R$ 38,00 reais; o alumínio a 7,00 reais e o ferro a R$ 0,70 centavos, o quilo. Sustentabilidade
Valores que aparentemente não são significativos, mas que, na soma, geram às cooperativadas uma renda que lhes permite uma vida digna.
Marcos Jorge Dias – Jornalista, Conselheiro da Revista Xapuri. Com a colaboração de Cristina da Silva.Sustentabilidade
Fotos: Marcos Jorge Dias/Arquivo Pessoal.










