EDINHO SILVA É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PT

EDINHO SILVA É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PT

EDINHO SILVA É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PT

Edinho Silva venceu o Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores, realizado no último dia 6 de julho, e será o novo presidente nacional. 

O processo eleitoral ocorreu com tranquilidade em todo o país, quando os filiados e as filiadas do PT puderam votar para eleger dirigentes municipais, estaduais e a chapa nacional. 

Até a noite da segunda-feira, dia 7 de julho, haviam sido apurados 342.294 votos para a presidência do partido. Destes, 239.155 foram para Edinho, o que corresponde a 73% dos votos. Em segundo lugar, ficou Rui Falcão, com 36.279 votos (11,15%); em terceiro, Romênio Pereira, com 36.009 (11,06%); e em quarto, Valter Pomar: 14.006 votos (4,30%).

Em entrevista à comunicação do PT, formada pelo site do PT, Rádio PT, TVPT e redes sociais, Edinho destacou que o PED é um processo muito importante e que revela a grandeza do partido. 

“Estamos falando de um PED que vai passar de 400 mil filiados votando. Sem dúvida alguma, só um partido como o PT é que pode realizar um número como esse. 

Quero agradecer muito ao Rui Falcão, ao Romênio Pereira e ao Valter Pomar, que participaram comigo deste processo, criaram as condições para que a gente pudesse estar debatendo, dialogando com o partido, melhorando propostas. 

Agradecer a nossa militância, nossos filiados, que me deram este voto de confiança que farei de tudo para honrar. Sou muito grato ao presidente Lula também, pelo voto de confiança. Essa é uma missão que vai exigir muito e estou muito animado para cumpri-la”, afirmou. 

Edinho também destacou que uma das bandeiras de sua gestão será a justiça tributária, além de ampliar a atuação do Partido dos Trabalhadores direto na base. 

“Quando se estabelece uma desoneração ad eternum, está- se penalizando quem compra o pãozinho, o arroz, o quilo do feijão. O Brasil só será justo quando a gente acabar com o privilégio e reduzir a desigualdade. E isso só será feito com a reeleição do presidente Lula… 

O PT tem que revigorar bandeiras históricas. Mais do que nunca o orçamento participativo é atual, os conselhos. O PT tem que entender que tem conselho municipal de saúde, de educação, de segurança alimentar, da diversidade e de combate ao racismo, conselho de cultura, esporte. 

Não podemos abrir mão de fazer a disputa das políticas públicas. Não se pode abrir mão da luta pela universalização da educação integral, da segurança alimentar”, disse.

FIM DA ESCALA 6X1

Edinho destacou que o PT deve se voltar para pautas de grande importância para os trabalhadores, como o fim da exaustiva jornada 6X1, que penaliza os trabalhadores mais pobres, e a adesão ao transporte público gratuito, que deve nortear as políticas públicas.

 “O PT tem que ser enfático com a redução da jornada do trabalho, fim da escala 6X1. Tem que ser enfático com um dos maiores problemas hoje, que é o transporte público, que não é gratuito. Esse é o problema grave das cidades brasileiras. 

Temos que discutir uma forma de custear, pois se não for assim, nós não estaremos construindo uma sociedade justa e igualitária”, afirmou. 

QUEM É EDINHO SILVA

Graduado em Ciências Sociais pela UNESP de Araraquara. Mestre em Engenharia de Produção pela UFSCar de São Carlos. Filiado ao PT desde 1985. Vereador por Araraquara em 1992 e 1996. Presidente do PT-SP de 2009 a 2013, reeleito com mais de 90% dos votos. Deputado Estadual por São Paulo entre 2011 e 2015. Ministro da Comunicação Social no governo Dilma (2015). Coordenador da campanha de Lula à presidência em 2022. Prefeito de Araraquara por 4 mandatos.

Fonte: Partido dos Trabalhadores. Matéria publicada em 7 de julho de 2025, data de fechamento desta edição.

EDINHO SILVA É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PT
Humberto Costa com Edinho Silva, novo presidente do PT – Foto: Roberto Stuckert Filho
Foto: Ricardo Stuckert

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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