CÂNCER E DOENÇAS CRÔNICAS: CONSCIENTIZAR É PRECISO!

CÂNCER E DOENÇAS CRÔNICAS: CONSCIENTIZAR É PRECISO!

Roxo e laranja marcam fevereiro como o mês de conscientização sobre doenças crônicas e câncer no Brasil

Por Sindicato dos Bancários DF/Redação

Durante o mês de fevereiro, as cores roxa e laranja ganham espaço em campanhas de conscientização em todo o país. 

A iniciativa, que tem o apoio do Sindicato, chama atenção para doenças que impactam diretamente a qualidade de vida de milhões de pessoas, reforçando a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso ao cuidado adequado na rede de saúde.

O roxo simboliza a luta contra o Lúpus, a Fibromialgia e o Mal de Alzheimer, condições crônicas que afetam de forma significativa o cotidiano dos pacientes e de suas famílias. Já o laranja é utilizado para alertar sobre a Leucemia, um dos tipos mais graves de câncer, e para incentivar a doação de medula óssea.

O Lúpus é uma doença autoimune crônica, caracterizada pela produção excessiva de anticorpos, que passam a atacar o próprio organismo. Esse processo pode causar inflamações em órgãos como rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é a forma mais comum e mais grave da doença, representando cerca de 70% dos casos. 

A condição atinge majoritariamente mulheres, especialmente em idade fértil, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

A Fibromialgia, por sua vez, é uma síndrome caracterizada por dores generalizadas, principalmente nos músculos e tendões, além de sintomas como fadiga intensa, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. 

Embora suas causas ainda não sejam totalmente conhecidas, a doença pode surgir após traumas físicos, psicológicos ou infecções. No Brasil, estima-se que cerca de 3% da população conviva com a fibromialgia, sendo a maioria mulheres.

Já o Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, que compromete funções cognitivas como memória, raciocínio e linguagem, afetando a autonomia e as relações sociais dos pacientes. 

É a forma mais comum de demência e tem impacto crescente em uma população que envelhece. Dados da Associação Brasileira de Alzheimer indicam que cerca de 6% das pessoas com mais de 60 anos no país convivem com a doença.

LEUCEMIA E A IMPORTÂNCIA DA MEDULA ÓSSEA

A campanha do laranja chama atenção para a Leucemia, um câncer que afeta os glóbulos brancos e pode se manifestar por sintomas como anemia, fadiga, palidez, manchas roxas na pele, infecções frequentes, perda de peso e dores ósseas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 10 mil novos casos por ano.

Um dos principais caminhos para o tratamento, em muitos casos, é o transplante de medula óssea. Por isso, a campanha também reforça a importância da doação. A compatibilidade entre doador e paciente é rara: a cada 100 mil pessoas, apenas uma pode ser compatível. Ampliar o cadastro de doadores é fundamental para salvar vidas.

ATENDIMENTO PELOS PLANOS DE SAÚDE BANCÁRIOS

Além do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), bancários e bancárias contam com cobertura assistencial por meio de planos de saúde próprios da categoria, que oferecem acompanhamento médico, exames, tratamentos especializados e atenção continuada, especialmente em casos de doenças crônicas.

Entre os principais planos estão a Cassi (0800 729 0080), o Saúde Caixa (0800 095 60 94), a Saúde BRB (3029-8057), o Bradesco Saúde (4004-2700), o Itaú Saúde (4004 5522) e a Sul América, que atende os bancários do Santander (4004-5900). Além desses, muitos trabalhadores também utilizam planos suplementares, como Unimed e Amil, conforme contratos individuais ou coletivos.

Cada plano possui regras próprias de cobertura, rede credenciada e acesso a especialistas, o que torna fundamental que os trabalhadores busquem informações sobre os serviços disponíveis, especialmente em situações que exigem tratamento prolongado e acompanhamento multidisciplinar.

Nesse contexto, o movimento sindical atua de forma permanente na defesa, fiscalização e melhoria dos planos de saúde, cobrando qualidade no atendimento, ampliação de coberturas e condições que garantam acesso real aos tratamentos necessários. 

Para o Sindicato, saúde é um direito que precisa ser protegido tanto nas mesas de negociação quanto no acompanhamento cotidiano das demandas dos trabalhadores.

INFORMAÇÃO, PREVENÇÃO E DIREITO À SAÚDE

Para o movimento sindical, campanhas como essa reforçam a compreensão de que saúde vai além do atendimento pontual e envolve informação, prevenção e políticas públicas eficazes. 

Doenças crônicas e tratamentos prolongados impactam diretamente a vida laboral, a renda e o bem-estar dos trabalhadores, tornando essencial o fortalecimento do SUS e das redes de cuidado, públicas e suplementares.

A orientação é que, ao perceber sinais ou sintomas, a população procure atendimento em uma Unidade de Saúde ou utilize os serviços previstos em seus planos de saúde para avaliação adequada. O diagnóstico precoce e 

o acompanhamento contínuo fazem diferença tanto no controle das doenças quanto na qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: Redação/BancáriosDF

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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