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Amazônia: Lá vai passando a boiada!

Amazônia: Lá vai passando a boiada!
Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles é denunciado por improbidade administrativa pelo MPF; leia essa e outras notícias da semana no Fique Sabendo…

Bomba de semana

O Ministério Público Federal solicitou o afastamento imediato no Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por improbidade administrativa. Na ação, o órgão aponta atos que desde 2019 contribuíram para desestruturações de normativas legais e dos órgãos ambientais federais, dificultando sua transparência e a participação social e comprometendo seu orçamento e ações de fiscalização, com testemunhos diretos de ex-coordenadores do Ibama. A longa lista comprova: embora em maio o Brasil tenha ficado estupefato com a publicidade dos áudios da reunião interministerial de 22 de abril, quando Salles sugeriu a atual pandemia como uma oportunidade “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, a boiada já estava passando desde 2019.

E você com Isso?

Numa semana na qual as críticas à gestão ambiental no Brasil aumentaram em âmbito internacional e o desmonte da política ambiental do governo Bolsonaro foi inclusive denunciado no Conselho de Direitos Humanos da ONU e diversas empresas no Brasil – algumas campeãs no desmatamento ilegal – assinaram uma carta-manifesto solicitando providências ao vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, pelo fim do desmatamento, a militarização no combate ao desmatamento na Amazônia, solução dada pelo governo, segue mostrando sua ineficácia.

Reportagem do Intercept comprova que a opção do governo federal por militares fiscalizando estradas e rios, sancionada pela Garantia de Lei e Ordem, sai mais cara que as medidas adotadas pelo Ibama, como uso de inteligência na detecção por satélite de focos de desmatamento e queimadas e posterior ação de órgãos ambientais de fiscalização. E mesmo com orçamento 10 vezes maior que o Ibama, as forças armadas não atingem a mesma eficácia. Além da dilapidação do patrimônio nacional pelo desmatamento, a má gestão orçamentária do dinheiro público atinge a todos os cidadãos. O emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem e em ações subsidiárias na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas UCs federais e em outras áreas federais nos Estados da Amazônia Legal foi estendida até 6 de novembro de 2020 pelo Decreto Nº 10.421 publicado hoje, 10/06.

Fonte: ISA


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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