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Centro Educacional Ipê dá aula de sustentabilidade

Centro Educacional Agrourbano Ipê dá aula de sustentabilidade: Escola mantém uma exposição permanente de tecnologias sustentáveis

Localizado em uma Zona de Amortecimento da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Granja do Ipê, o Centro Educacional Agrourbano Ipê vem, ano após ano, dando provas de como é possível criar e utilizar tecnologias sustentáveis – transformando a comunidade.

A coordenadora pedagógica, Marcilene Araújo de Castro, explica que a escola começou a desenvolver projetos nessa linha há três anos e a cada ano um novo é acrescentado. “Temos um fogão solar, um desidratador de frutas, um tanque com captação de água de chuva para criação de tilápias e a criação de uma mini agro oresta na escola. Todos esses projetos, agrupados, formam a exposição permanente de tecnologias sustentáveis. O quintal da escola se transformou em uma vitrine para que outras pessoas pudessem encontrar algo que fosse útil para a comunidade”, diz.

Segundo Marcilene, os estudantes do CED Agrourbano são lhos de agricultores locais – do CAUB I – e levam os problemas para a escola. “E nós tentamos dar uma resposta. Nossa ideia é resgatar as práticas rurais inerentes à área e essa exposição permanente vem a ajudar neste sentido. São pequenas coisas possíveis de fazer dentro de uma chácara para manter o produtor dentro daquela região”.

Este ano, os professores de Ciências e Biologia Leonardo Teruyuki Hatano e Adriano Galvão, juntamente com a supervisora pedagógica Gedilene Lustosa, se empenharam na construção de uma sala ecológica, utilizando a tecnologia do superadobe e utilização de garrafas de vidro para aproveitamento da iluminação natural.

O projeto deu tão certo que foi selecionado para a 12a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, ocorrida entre os dias 19 e 25 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.
O professor Leonardo destaca que, para chegar a este projeto, “estivemos no Espaço Chico Mendes, na chácara do Sinpro, para fazer pesquisas de campo, analisando as bioconstruções que existem lá. A partir do que vimos e aprendemos, zemos uma adaptação para a nossa realidade”.
O objetivo, segundo o professor, é construir uma casa ecológica com materiais de baixo custo e fácil acesso, utilizando técnicas que proporcionem conforto térmico e acústico, iluminação natural, segurança e sustentabilidade. Ao nal, compartilhar as técnicas com a comunidade.
A construção com superadobe apresenta inúmeras vantagens, tais como economia e rapidez, em uma obra simples e ecológica, já que utiliza poucos materiais industrializados em comparação à construção convencional.
 

COMO SE FAZ

Na fundação foram utilizados pedras, areia, tijolos e cimento. Primeiramente foi escavada uma vala de aproximadamente 30 cm de profundidade e 45 cm de largura onde esses materiais foram colocados e compactados para estabilizar a construção.
A parede de superadobe é feita com terra compactada no interior de saco de polietileno. Entre as camadas de sacos é colocado arame farpado para aumentar a aderência. Nas primeiras camadas utiliza-se 5% de cimento misturado à terra.
O telhado verde é de placas de madeira (aglomerado) impermeabilizado com lona. Ele recebe o substrato fértil e nele é plantado espécies com sistema radicular super cial como a capuchinha (Tropaeolum majus). Do telhado verde, a água da chuva é captada por meio de calhas e direcionada para uma cisterna que será construída em ferro-cimento.
A iluminação é natural, com janelas de manilhas de cimento e vitrais de garrafas reutilizadas.

BOMBAS DE SEMENTE

Outro projeto bem interessante da escola é chamado “bomba de semente”, uma estratégia barata, de fácil confecção, divertida e e ciente para o re orestamento de áreas degradadas. Com ela é possível o estudo do Cerrado de maneira interdisciplinar e mais uma ferramenta para a conscientização ambiental da sociedade.
centro-educaional-agrourbano-ipe-2As “bombas de sementes” são, na verdade, bolas de argila recheadas de adubo e sementes, secadas à sombra por três dias. Depois, são lançadas nas áreas afetadas durante a época chuvosa, pois a água dissolve a argila, hidrata a semente e aumenta a chance de sobrevivência das plantas. A germinação é garantida.

A intenção é re orestar áreas desmatadas da ARIE da Granja do Ipê, principalmente aquelas próximas às nascentes e córregos, com sementes de plantas nativas de cada to sionomia.
Em ambientes urbanos, as bombas de sementes podem ser lançadas em terrenos baldios contendo sementes de ores e frutíferas.
Para saber mais sobre os projetos do CED Agrourbano Ipê basta acessar o link http://agrourbanosustentavel.blogspot.com.br/

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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