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Chapa CUTista vence eleições do Sinpro/DF combinando experiência e renovação

Chapa CUTista vence eleições do Sinpro/DF combinando experiência e renovação

Chapa CUTista vence eleições do Sinpro/DF combinando experiência e renovação

Professoras e professores do DF foram às urnas eleger os representantes da categoria…

Por CUT/DF

Encerrada às 5h45 desta sexta-feira (27), a apuração dos votos das eleições do Sinpro/DF registrou a vitória da Chapa 1 – Com você, Por Você, eleita com 72,71% dos votos válidos. O processo eleitoral teve início no dia 25 de maio, e foram disponibilizadas 168 urnas, sendo 42 fixas e 126 itinerantes. A chapa CUTista mantém nomes da antiga gestão e traz novos quadros para a entidade, um equilíbrio entre experiência e renovação previsto no estatuto do Sindicato. 

Entre os nomes que serão alterados na nova diretoria, está o de Rosilene Corrêa, que se tornou uma grande liderança da categoria e agora deixa a direção do Sindicato para assumir outros espaços de atuação. A dirigente sindical é hoje a tesoureira da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, dirigente nacional da CUT e pré-candidata do PT-DF ao Senado Federal. 

“A renovação é algo extremamente saudável, seja em que espaço for. Claro que ela precisa acontecer no tempo certo, com equilíbrio, para abrir espaço para novas lideranças, mas sem abrir mão da experiência. É isso o que o nosso estatuto garante, uma renovação de 30% a cada triênio, isso nos permite formar quadros necessários, com tempo suficiente, para que tenhamos boas e bons representantes da categoria”, afirmou Rosilene. 

Para a líder sindical, os desafios postos às entidades de classe e a seus dirigentes são enormes no período em que vivemos, pois a classe trabalhadora sofre fortes ataques e isso exige dos dirigentes sindicais uma capacidade ainda maior de organizar a sua base para enfrentar esses desafios. “Nós da educação, além de uma extensa pauta dos nossos direitos trabalhistas, temos a tarefa da defesa da educação pública, que sofre uma grave ofensiva. Mais do que nunca a nossa pauta vai além dos anseios da nossa categoria. Esta nova gestão deve pautar muito o diálogo, a leitura do mundo e a nossa efetiva atuação para mudar esse cenário político que vemos no Brasil”, refletiu. 

Rosilene Corrêa afirmou ainda que o Sinpro/DF tem um papel fundamental em seu processo de formação política. “Não consigo olhar para a  minha vida sem ter o Sinpro como destaque. Esse período de atuação na direção do Sindicato, podendo representar uma categoria que tenho muito orgulho de fazer parte, as oportunidades, as experiências vividas, que me fizeram ser quem eu sou”.  

Nova direção, grandes desafios 

Para Luciana Custódio, reeleita à direção do Sinpro-DF, a expressiva votação da Chapa 1 é reflexo do trabalho desenvolvido nos últimos anos, “que teve como pilares o compromisso e a responsabilidade com a categoria”.

“Nossa categoria foi às urnas e mostrou que reconhece o nosso trabalho. Agora, temos à frente o desafio de reestabelecer a educação como prioridade no DF. Embora tenhamos feito o impossível para que nossas crianças e adolescentes não ficassem sem o direito à educação durante a pandemia, o cenário é crítico. Nós fizemos nossa parte, mas o GDF abandonou a educação. E hoje faltam até professores nas escolas públicas”, disse a dirigente sindical.

Luciana Custódio lembra que, desde o ano passado, o Sinpro-DF vem insistindo no diálogo com o GDF para que fossem realizadas iniciativas que convergissem com a recomposição salarial pleiteada pela categoria. “Estamos há sete anos sem reajuste salarial. Fizemos todos os esforços para que as nossas perdas fossem compensadas, mas o GDF se mostrou intransigente. Conseguimos sim avanços importantes, como a incorporação do auxílio saúde ao vencimento e o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2013, devida desde setembro de 2015. Mas ainda há muito a avançar, e não abriremos mão disso”.

A dirigente reeleita do Sinpro-DF lembra que o objetivo da categoria do magistério público é alcançar a Meta 17 do Plano Distrital de Educação, que equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.

Além de lutar pela recomposição salarial do magistério público, a Chapa 1 – Com Você, Por Você traz como propostas a luta pela incorporação da Gaped, a realização de concurso público e convocação imediata para carências definitivas, a luta contra a educação domiciliar, a eleição direta para diretores e vice, entre outros pontos.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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