COMO CUIDAR DE UM ANIMAL DOMÉSTICO

Como cuidar de um animal doméstico

A maioria de nós gosta de criar um animal em casa. A própria medicina já mostrou que quem convive com animais domésticos vive melhor e mais feliz.

Porém, é importante sempre verificar se você tem condições de manter um animal de estimação em casa. Veja por quê:

  1. Os animais domésticos dependem do nosso cuidado para serem saudáveis e felizes. Sem os cuidados apropriados, viverão fracos, estarão malnutridos e morrerão mais cedo.
  2. Nossa comida nem sempre é boa para os nossos animais domésticos. Eles não podem comer tudo o que a gente come, nem mesmo o arroz com feijão de que parecem gostar tanto.
  3. Os animais domésticos precisam comer a ração apropriada para cada um deles. Uma alimentação inadequada pode causar doenças graves, e até mesmo provocar o desenvolvimento de cáries.
  4. Não crie seus animais para serem violentos. Animais bravos podem se voltar contra seus donos e, mais perigosamente, contra crianças pequenas.
  5. Procure castrar seus animais para evitar a reprodução indesejada e a proliferação de doenças. Mantenha-os perto de você e tire tempo sempre para passear com eles.

Por fim, lembre-se de que, em muita coisa, os animais domésticos são muito parecidos com a gente: precisam de uma boa dieta, exercícios diários e muito carinho para serem felizes. Cuidando bem deles, você e sua família terão uma fonte de bem-estar e felicidade por muitos e muitos anos.

LEIA TAMBÉM:

Animais de estimação ideais para o seu estilo de vida!

Ter um animal de estimação em casa é um laço profundo que define o modo de vida de várias famílias ao redor do mundo. Mas lembre-se, ter um animal doméstico é um compromisso que transforma a rotina de uma casa, mas ao mesmo tempo oferece uma série de benefícios comprovados para a saúde mental e física do tutor.

Com a vasta diversidade de animais e espécies disponíveis nos dias de hoje, dos animais de estimação mais convencionais como cães e gatos, aos menos convencionais como cobras e porcos, ter um pet em casa é sempre uma alegria. O desafio é identificar qual deles se alinha perfeitamente ao seu espaço, rotina, tempo disponível e orçamento. Neste guia completo, vamos explorar mais o universo dos animais de estimação no Brasil, os processos de domesticação e o que você precisa saber antes de dar esse passo importante.

O Universo dos Animais de Estimação

A civilização de um povo pode ser julgada pelo modo como trata os seus animais. Mahatma Gandhi

O que são animais domésticos afinal? Biologicamente falando, um animal doméstico é aquele que passou por um processo milenar de seleção genética e convivência, resultando em características que os tornaram adaptados ao convívio com os humanos e mais dependentes da presença humana para a sua sobrevivência.

Diferente de um animal que vive solto na natureza, o animal de estimação doméstico possui um temperamento e a sua biologia trabalhadas para uma interação social com os homens.

No Brasil, está em alta um debate sobre o cadastro nacional de animais domésticos, com foco principal em criar um banco de dados para facilitar o controle de zoonoses, combater o abando anima e também auxiliar na recuperação de pets perdidos.

Imagem de uma mulher no sofá com dois cães e um gato
A relação amigável entre humanos e animais faz parte do processo de domesticação. | Imagem: Chewy

Os animais de estimação são considerados como membros da família, e podem influenciar os hábitos de consumo, as rotinas de lazer e até mesmo as decisões de moradia. Vamos falar um pouco mais sobre as espécies de animais domésticos mais comuns, e algumas nem tão comuns assim, para que você conheça o detalhe de cada uma delas e escolha a sua espécie favorita!

  • Exemplos Clássicos: Cachorros e Gatos
  • Aves e Roedores: Periquitos, Calopsitas e Hamsters
  • Novas tendências: Mini porcos e cobras não peçonhentas criadas em cativeiro

Cachorro: o melhor amigo do homem

Entre todos os animais domésticos, os cães são sem dúvidas um dos pets mais comuns nos lares brasileiros. Companheiros, dóceis, amigáveis, interativos, enérgicos, esse foram os primeiros animais a serem domesticados. Primeiramente com uma função de trabalho e agora com uma função de animal de companhia.

No Brasil, o preferência nacional vai desde o popular vira-lata (sem raça definida), até raças específicas para guarda ou companhia.

Para escolher o seu cachorro de estimação, você deve levar em conta alguns pontos importantes relacionados a rotina da sua família. A escolha da raça do cachorro deve considerar o gasto de energia. Algumas raças precisam de mais espaço, enquanto outras se dão melhor em pequenos espaços.

Além da rotina, portanto, é importante avaliar o espaço disponível na sua casa e a função principal que esse cão vai realizar. Em uma casa, é importante ter um cão de guarda de maior porte. Eles precisam de mais espaço e ainda ajudar na vigilância da casa. O Pastor Alemão e o Dogue Alemão são alguns dos exemplos.

Já para apartamentos, os cães de companhia de menor porte são as melhores opções. Ele precisam de mais horas de sono e não são tão agitados. Yorkshire Terrier, Shih Tzu e o Pug são excelentes opções.

Benefícios de ter um pet em casa:

Estudos indicam que a interação com pets reduz os níveis de estresse, combate a depressão e auxilia no desenvolvimento social de crianças.

Fazendo a escolha certa, cuidando bem do seu animal para a manutenção da sua saúde, você terá um companheiro inseparável por alguns anos.

Imagem de um gato e um cão em uma grama.
Os cães e os gatos são os pets mais comuns nos lares brasileiros. | Imagem: Andrew S.

Gato: elegante e independente

O terceiro pet mais comum nos lares brasileiros são os gatos de estimação. Comparando com outros animais domésticos, eles só perdem para os cães e as aves. A diversidade de raças de gato é grande, e assim como no caso dos cães, você pode escolher aquele que mais se adapta a sua realidade.

O domesticação dos gatos aconteceu de uma forma natural, quando os gatos selvagens foram atraídos pelos roedores que se alimentavam de grãos armazenados por humanos. Acabou virando uma relação benéfica para ambos, os gatos se beneficiavam da presença numerosa de roedores e os homens tinham um aliado no controle de pragas.

Sexo dos gatos

Determinar o sexo de um gato filhote pode ser difícil. As fêmeas possuem uma genital que lembra um “;”, enquanto os machos tem uma genital que lembra um “:”. Com o passar do tempo os testículos se tornam visíveis, facilitando a identificação.

Os gatos são muito mais independentes e solitários que os cachorros, mas também podem ser grandes companheiros. Apesar de toda sua liberdade, eles também gostam de carinho e da interação com os humanos.

A classificação das raças de gato são baseadas na sua origem genética. As principais classes são:

  • Raças Naturais
  • Raças Híbridas
  • Mutações e Novas Raças

Os tipos de gato se diferem principalmente pelo tamanho, tipo de pelagem, cor, tipo de orelha e níveis de exigência de cuidados. Entender melhor cada um desses aspectos biológicos podem ser muito importantes para escolher a melhor raça para a sua família.

Calopsita e Periquito: as principais aves domésticas

As aves também são animais muito populares nos lares brasileiros. E as espécies mais comuns são as calopsitas e os periquitos.

As calopsitas são pássaros originários da Austrália e pertencem a mesma família dos papagaios e dos periquitos. São inteligentes, sociáveis e relativamente fáceis de cuidar, o que tornou a sua popularização bastante fácil.

Por serem animais que na natureza vivem em bando, eles precisam de companhia. Se você passa muitas horas fora de casa, o ideal é ter um par de calopsitas em casa. A solidão pode deixar essas pequenas topetudas de cristas expressivas um pouco estressadas.

Aves que falam

Tanto as calopsitas como os periquitos podem repetir os sons de algumas palavras, assim como os papagaios.

O Pássaro Periquito também é outra ave muito popular nos lares brasileiros. Esse psitacídeo é bastante ativo, inteligente e sociável quando cuidado em cativeiro desde filhote. É popular devido a sua facilidade de manejo. O termo Periquito faz referência à uma diversidade de espécies. Dentro das espécies mais comuns de periquito temos:

  • Periquito Australiano
  • Periquito Rei
  • Periquito Inglês
  • Periquito de colar
Passarinho verde e amarelo em uma gaiola.
Para criar pássaros nativos da fauna brasileira em cativeiro de forma legal, é necessário seguir as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais. | Imagem: Surja Sen

Fique atento a legislação para criação de aves no Brasil. Adquira seus pássaros de viveiros legalizados e solicite a nota fiscal do seu animal.

Hamster: o pet ideal para pequenos espaços

Para quem tem pouco espaço para animais domésticos, além dos pássaros que já citamos, os hamsters de estimação são uma excelente alternativa.

É uma ótima forma de introduzir a responsabilidade de cuidar de um animal de estimação para crianças também. Eles não vivem tantos anos quanto um pássaro, um cão ou um gato, mas será uma companhia por alguns anos.

roedores hamsters
Os roedores como porquinho-da-índia, chinchila e os hamsters são ótimos para quem não tem muito espaço mas não abre mão de ter um pet. | Imagem: Bonnie Kittle

O custo de um hamster (o animal) não é muito elevado. Mas o custo de manutenção e dos itens essenciais para a sua sobrevivência como uma gaiola, brinquedos, substrato e ração deve ser levado em consideração.

Os tipos de hamsters mais populares são:

  1. Hamster Sírio
  2. Hamster Chinês
  3. Hamster Anão Russo
  4. Hamster Roborovski

Mini porco: inteligência acima da média

Fugindo de todos esses animais de estimação mais comuns e convencionais, para quem gosta de inovar, temos a opção de um mini porco. Mas atenção, um mini porco só é verdadeiramente mini quando filhotes. Na fase adulta podem pesar mais de 70kg.

Para ter um mini porco em casa, primeiro você deve consultar a legislação ambiental do seu município. Alguns municípios não permitem a criação desses animais na zona urbana.

Imagem de um porco filhote.
Um animal inusitado é o porco de estimação. | Imagem: Alexas Fotos

Ultrapassado esse primeiro ponto, se na sua cidade for permitido criar um porco, você deve se atentar ao espaço necessário para ter essa espécie em casa. Não seria muito interessante criar um porco em um apartamento. Eles precisam de espaço na natureza para fuçar.

Criar um porco de estimação não é uma decisão tão trivial quanto a de cuidar de um cão ou um gato. Exige um alto nível de compromisso e conhecimento. São animais complexos, inteligentes, sensíveis, que exige cuidado específico e ambiente adequado.

Cobra: Entrando no mundo dos répteis

Se você é um alucinado pelos répteis e possui alguma experiência com a criação de animais exóticos, as cobras não peçonhentas são outro tipo de animal de estimação não convencional. Se você está considerando a ideia de ter uma serpente de estimação em casa, é importante levar em consideração diversos aspectos legais e entender as responsabilidades e necessidades biológicas desse animal.

Algumas características interessantes desses répteis que você, como futuro dono, precisa conhecer:

  1. As cobras são animais de sangue frio, ou ectotérmicos
  2. A pele das cobras não cresce continuamente e por essa razão elas trocam de pele de tempos em tempos.
  3. As cobras são carnívoras e engolem inteiras as suas presas. No caso das cobras domésticas, a alimentação consiste primariamente de roedores oferecidos já mortos.
  4. As cobras possuem uma audição extremamente aguçada e “cheiram” o ambiente a partir da língua.

Antes de iniciar o processo de aquisição da sua cobra, pesquise e identifique a espécie que mais se adapta ao seu estilo e que é vendida legalmente no Brasil. Encontre um criadouro licenciado e com boa reputação. Exija toda a documentação obrigatória no momento da compra.

Deixe seu comentário

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

PARCERIAS

CONTATO

logo xapuri

REVISTA