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Fãs de Anitta mobilizam nova ação nas redes em apoio a Lula

Fãs de Anitta mobilizam nova ação nas redes em apoio a Lula

Depois do grande sucesso que foi o Lula Day, o movimento de fãs clubes pela democracia realizam mais uma ação que marca os 40 dias para as eleições…

Por Mauro Utida/via Mídia Ninja

Depois do grande sucesso que foi o Lula Day, o movimento de fãs clubes pela democracia realizam mais uma ação que marca os 40 dias para as eleições e é voltada para engajar a campanha de Lula nas redes sociais. A ação é chamada de ‘FCS pela democracia’ e tem o objetivo de “ajudar o Brasil voltar a ser feliz”.

A ação iniciou à meia noite e segue até o início da noite desta terça-feira (23) com a utilização de hashtags específicas que têm o objetivo de alcançar os “trends topics” nos assuntos mais comentados durante todo o dia no Twitter. O movimento é uma colaboração com fã clubes de todo o Brasil e, até internacional.

A programação terá uma transmissão ao vivo pelo Twitter, às 19h, com diversos convidados. Ao meio dia, está previsto a mobilização com a tag “Brasil Esperança”. A mobilização também fez publicações com as tags #issoefakenews para desmentir informações falsas de Bolsonaro, além de tag “FCS pela democracia”.

O ex-presidente Lula comentou com um coração a publicação de divulgação do evento.

 

 

 

 

 

A cantora Anitta também comentou a publicação no perfil do seu fã clube, Anitta Crave (@AnittaCrave)

 

 

 

 

 

O administrador do perfil Anitta Crave, Carlos Albano, conta que o Lula Day marcou os 50 dias para as eleições e foi um sucesso, ficando 24 horas nos trends topics do Twitter, com mais de 100 mil interações e colaborando para o perfil de Lula superar a marca de 4 milhões de seguidores.

“Os fãs clubes tem uma linguagem jovem que consegue furar a bolha política e incentivar mais pessoas a participar do processo eleitoral e a defesa da democracia do país”, declara o administrador do fã clube da Anitta criado por Tainá.

Lista dos Fcs participantes:

Anitta
J Balvin
Juliette
Harry Styles
Pabllo Vittar
Camila Cabello
Omar Rudberg
Mirella
Marina Sena
Gloria Groove
Mc Rebecca
Marshmello
Ariana Grande
Miley Cyrus
Cardi B
Manira
Anahí
Joelma
Lexa
Jão
Pocah
Iggy Azalea

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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