GREVE NA EDUCAÇÃO DO DF ARRANCA INÍCIO DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA
Via Sinpro DF
Em 24 dias de greve no Distrito Federal, a união e a força da categoria do magistério público fizeram com que o governo local, que não aceitava negociar, negociasse; que não queria efetuar nomeações nem realizar concurso público, firmasse esse compromisso; que não queria conceder nada a professores e orientadores educacionais, dobrasse os percentuais de titulação e desse início concreto à reestruturação da carreira do magistério público.
A mobilização também conseguiu arrancar do governo o direito a atestado médico de acompanhamento para professores substitutos: uma luta histórica do Sinpro-DF.
Não foi simples nem fácil. A greve de professores e orientadores educacionais foi judicializada pelo governo Ibaneis/Celina antes mesmo de começar. A multa de R$ 1 milhão por dia de greve só foi reduzida após atuação insistente do Sinpro no Supremo Tribunal Federal. O GDF cortou ponto dos grevistas. Ações pacíficas foram rechaçadas com spray de pimenta e truculência da polícia militar.
E mesmo assim houve conquistas arrancadas em um processo árduo, tenso e hostil, mas também de muita unidade, resistência e responsabilidade, do início ao fim.
Avançamos, mas ainda há muito o que conquistar.
A greve foi encerrada; nossa luta continua!
Avanços da greve
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Envio pelo GDF à CLDF do projeto de lei referente à progressão horizontal, dobrando percentuais de titulação, que passam a ser:
10% para especialistas, 20% para mestres e 30% para doutores; -
Pelo menos 3 mil nomeações até dezembro/2025;
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Prorrogação do concurso, que venceria em julho de 2025, para 27/07/2027;
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Realização de novo concurso público para o magistério, com previsão de publicação do edital no primeiro semestre de 2026;
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Direito a atestado de acompanhamento de cônjuge ou dependente em consulta de saúde ou exames para profissionais em regime de contratação temporária;
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Pagamento integral dos dias descontados, com folha suplementar lançada na mesma data ou um dia após o pagamento de julho;
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Recomposição do calendário escolar, com reposição das aulas ainda no primeiro semestre, e recesso na primeira semana de agosto;
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Estabelecimento de mesa permanente de negociação para discutir a reestruturação da carreira;
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Compromisso firmado com a mediação do TJDFT e homologado junto ao tribunal, tornando-se título judicial (com força de lei).
Uma novidade importante foi conquistada por este movimento de greve
O acordo que suspendeu a paralisação foi homologado junto ao Tribunal de Justiça do DF, tornando-se título judicial, ou seja, com força de lei: deve ser cumprido.
A mesa de negociação também segue com a mediação do TJDFT.
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