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Joacir d’Abadia:

Joacir d’Abadia: padre filósofo lança três novos livros neste mês de março

Joacir d’Abadia: o padre filósofo lança novos livros neste mês de março:  “O Humano do Padre”;  “Aos cuidados da sabedoria” e,   “Vivás-Vasti: o contemplador”. As três obras trazem reflexões teológicas e filosóficas sobre  problemas atuais, relacionados à exposição excessiva dos padres no mundo e, principalmente, nas mídias sociais. O padre-filósofo fala também do cuidado que se deve ter para com a busca da sabedoria e a transformação da sociedade a partir do povo.

Por Joacir d’Abadia
 
Em “O Humano do Padre”, Joacir d´Abadia aborda a fraqueza humana existente  na vida sacerdotal,  a partir dos três tópicos principais da Doxologia final da Liturgia Eucarística:  “por Cristo”, “com Cristo” e “em Cristo”. Ainda que trate da debilidade sacerdotal, o autor incita o leitor a para também enxergar a grandeza deste Ministério dedicado a Cristo Jesus, Único e Eterno Sacerdote.
 
O livro é uma forma do autor agradecer a Deus por seus 10 anos de vida Sacerdotal, anos esses vividos com como um ser humano frágil no convívio com cada cristão. Nas páginas deste livro, o leitor encontra as angústias, os desafios, os fracassos, a “solidão dominical do sacerdócio”, os descontentamentos e as desilusões com, por exemplo, os  esquemas pastorais, além, claro, de permitir ao leitor entrar na intimidade sacerdotal indo “ao segredo do sacerdócio” por meio do “secreto beijo sagrado”.
 
joacir humano do padre
 
Na contramão desta reflexão se tem a outra obra de cunho filosófico, “Aos cuidados da Sabedoria”. Desta vez,  ao invés de ter um olhar focado na fraqueza do sacerdotal, o autor busca aproximar seu leitor da grandeza humana na sua experiência que o faz distinto dos outros viventes, a capacidade racional. Ao comparar este livro com  “O Humano do Padre” , o leitor encontrará uma narrativa conduzida pelo mesmo fio condutor:  a sabedoria que habita o ser humano.
 
Você sabe qual a finalidade dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário? Na visão de uma mulher, a trama do 3º livro “Vivás-Vasti: o contemplador” leva o leitor a uma verdade viagem para a reflexão das leis que chegam aos homens, uns verdadeiros monges da contemplação!
 
NOTA DA REDAÇÃO:  O PADRE JOACIR PUBLICA, EVENTUALMENTE, NO NOSSO SITE. ENTRETANTO, NOSSA REVISTA NÃO COMPACTUA, NECESSARIAMENTE, COM AS OPNIÕES DO PADRE E LAMENTAMOS PROFUNDAMENTE AS OPINIÕES EMITIDAS POR ELE SOBRE OS PROFESSORES E PROFESSORAS, PELAS QUAIS O PADRE SE DESCULPOU PUBLICAMENTE. 
 
Joacir combo
 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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