Uma equipe de astrônomos europeus conseguiu captar o nascimento de uma estrela

ORION: O DIA QUE ASTRÔNOMOS CAPTARAM O NASCIMENTO DE UMA ESTRELA

 Uma equipe de astrônomos europeus conseguiu captar o nascimento de uma estrela

Os astrônomos detectaram uma espetacular explosão, similar a uma apresentação de fogos de artifício na constelação de Orion, a cerca de 1.350 anos-luz de distância do nosso planeta Terra.

alma
Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (Alma, matriz submilimêtrica e milimêtrica grande, na sigla em inglês) abriga antenas e é o maior e mais alto observatório de ondas eletromagnéticas do planeta

Segundo um comunicado oficial, os cientistas do Observatório Austral Europeu (ESO),  com a ajuda do telescópio ALMA, situado en Chile,  conseguiram registrar em alta definição esse fenômeno,  considerado violento e explosivo, enquanto observavam as massas de um grupo de estrelas. nascimento
 
 
A estrela nascente foi captada em uma área densa e ativa de formação de estrelas chamada Nuvem Molecular de Orion (OMC1) que faz parte da conhecida nebulosa de Orion e se parecem a uma versão cósmica dos fogos de artifício terrestres, como serpentinas gigantes que se espalham em todas as direções. nascimento

Segundo o comunicado do ESO, “a potente erupção se desencadeou e fez com que tanto as proto-estrelas próximas como centenas de colossais jatos de gás e poeira, em forma de serpentinas, foram jogados no espaço a mais de 150 quilômetros por segundo, liberando tanta energia como que o sol emitiria em 10 milhões de anos.” nascimento

Além das fotos belíssimas, o que entusiasma os astrônomos é o fato de terem registrados detalhes únicos e importantes do nascimento de uma estrela, dizem os cientistas. Para eles, a observação desse fenômeno os ajudou a entender a força subjacente da explosão e o seus impactos sobre a formação de estrelas por toda a galaxia. Por exemplo, os astrônomos dizem ter chegado à conclusão de que esse tipo de explosão, considerada relativamente breve, pode durar vários séculos. nascimento

estrella Cuba

Foto: Cuba Debate

ANOTE: As estrelas nascem quando uma nuvem de gás centenas de vezes mais densa do que o nosso Sol começa e entrar em colapso sob sua própria gravidade e alguns núcleos chamados prot-estrelas se juntam entre si até se chocar, provocando violentas explosões. Esta matéria foi traduzida do espanhol pela equipe da Xapuri da página cubadebate que, segundo o site, a produziu com informações da EFE

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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