NOVA DIRETORIA DO SINDICATO TOMA POSSE E REAFIRMA COMPROMISSO COM A LUTA DA CATEGORIA

NOVA DIRETORIA DO SINDICATO TOMA POSSE

NOVA DIRETORIA DO SINDICATO TOMA POSSE E REAFIRMA COMPROMISSO COM A LUTA DA CATEGORIA

 A nova diretoria do Sindicato dos Bancários tomou posse na noite do sábado (4), em cerimônia na AABB marcada pela defesa da luta coletiva, da unidade da categoria e do papel histórico da entidade na organização dos trabalhadores do ramo financeiro. À frente da gestão 2026/2030 está Rodrigo Britto, que assume a Presidência ao lado das diretoras e dos diretores eleitos pela Chapa 1 – Responsabilidade e compromisso com você.

Por Victor Queiroz

Em seu primeiro discurso como presidente da entidade, Britto afirmou que a nova diretoria terá como eixo a defesa intransigente dos trabalhadores e das trabalhadoras, em um momento marcado pela campanha nacional dos bancários e pelos desafios das negociações com o setor financeiro. Para ele, o Sindicato seguirá aberto ao diálogo, mas sem abrir mão da mobilização quando bancos e instituições financeiras tentarem impor retrocessos à categoria.

“Temos total disposição para dialogar e construir negociação com responsabilidade, porque entendemos que uma boa mesa precisa produzir equilíbrio para os dois lados. Mas ninguém duvide que o Sindicato dos Bancários de Brasília seguirá na linha de frente. Depois da festa, vem a luta”, afirmou Britto.

O novo presidente também destacou o caráter classista do Sindicato e reforçou que a entidade estará ao lado de outras categorias quando a luta por direitos exigir solidariedade.

Ele lembrou que a vitória de uma categoria fortalece toda a classe trabalhadora e afirmou que a nova gestão vai atuar contra o assédio, o adoecimento, a discriminação e todas as formas de preconceito. “O Sindicato defende a democracia, a vida, a paz, o respeito e a dignidade humana. A nossa luta é por direitos, por justiça e pela classe trabalhadora”, completou.

A eleição, realizada entre os dias 9 e 13 de março de 2026, mobilizou mais de 8 mil eleitores e reuniu trabalhadores de bancos públicos e privados, da ativa e aposentados, de agências, áreas administrativas, tecnologia e direções gerais.

A cerimônia começou com a recepção dos convidados e, em seguida, com a abertura do ato político, em uma noite de celebração preparada para reafirmar o compromisso histórico do Sindicato com um ambiente de respeito, acolhimento e convivência.

Foram chamados ao palco os representantes de entidades nacionais e regionais do movimento sindical bancário: Neide Rodrigues, vice-presidenta da Fetec-CUT/CN; Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT; e Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF.

“MOMENTO EXIGE CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO”

Juvandia Moreira destacou a importância da unidade nacional dos bancários e bancárias e saudou a posse da nova diretoria. Em sua fala, valorizou a trajetória do Sindicato, reconheceu o trabalho da gestão anterior, conduzida por Eduardo Araújo, e desejou êxito à nova etapa liderada por Rodrigo Britto. A presidenta da Contraf-CUT reforçou que o momento exige organização, firmeza e capacidade de mobilização para enfrentar a campanha nacional e defender direitos.

Neide Rodrigues também ressaltou a importância de uma eleição limpa, democrática e representativa. A dirigente da Fetec-CUT/CN parabenizou a nova diretoria pelo desafio que assume, reconheceu o trabalho realizado pelo agora ex-presidente Eduardo Araújo e chamou atenção para a necessidade de escutar a base. “A nova direção assume em um momento importante, no início da campanha nacional. É hora de fortalecer a unidade, ouvir os bancários e bancárias e transformar as demandas da categoria em avanços nas negociações”, afirmou.

“O Sindicato é uma referência para todo o movimento sindical do Distrito Federal. A posse desta nova diretoria representa a continuidade de uma trajetória construída com unidade, compromisso e disposição para enfrentar os desafios da classe trabalhadora. Tenho certeza de que Rodrigo Britto, ao lado dos demais diretores e diretoras, dará sequência a esse legado, fortalecendo a luta em defesa dos direitos, da democracia e da valorização do trabalho”, destacou Rodrigo Rodrigues.

A cerimônia também celebrou os 65 anos do Sindicato. A entidade, que nasceu junto com a capital federal, foi lembrada por sua história de luta, marcada por princípios democráticos, classistas e pela defesa permanente da classe trabalhadora. O roteiro da solenidade ressaltou que a trajetória do Sindicato foi construída por gerações de dirigentes, trabalhadores do ramo financeiro e também por funcionárias e funcionários da própria entidade.

Nesse momento, foram chamados ao palco os ex-presidentes Jacy Afonso e Erika Kokay. As falas resgataram a memória de uma entidade que nunca se afastou dos conflitos reais vividos pela categoria e ajudaram a conectar a história do Sindicato às lutas atuais da classe trabalhadora.

Jacy Afonso destacou que a posse da nova diretoria ocorre em um momento em que a luta dos bancários precisa se unir às demais pautas dos trabalhadores. Para ele, a força do Sindicato também está na capacidade de dialogar com agendas mais amplas, que enfrentam desigualdades e defendem direitos para além da categoria bancária.

“Nós precisamos unificar a luta dos bancários com a luta dos demais trabalhadores. O fim da escala 6×1, a tarifa zero e um salário-mínimo distrital são pautas que dialogam com o direito à cidade, com a redução das desigualdades e com a vida concreta da classe trabalhadora”, afirmou.

Rodrigo Brito, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, está em pé, sorrindo e segurando um certificado. Ao fundo, há um palco com pessoas reunidas e um painel com a identidade visual do sindicato.

oto de grupo em um palco com dezenas de pessoas reunidas após uma cerimônia. Algumas seguram certificados. Ao fundo, há um painel com a identidade visual do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Para Jacy, o Sindicato tem papel importante nessa articulação. A entidade, disse, deve seguir contribuindo para organizar a categoria bancária sem perder de vista os desafios mais amplos dos trabalhadores no Distrito Federal e no país.

Erika Kokay destacou que o local de trabalho precisa ser espaço de dignidade, e não de adoecimento, opressão ou perda de esperança. Também afirmou que a luta sindical segue necessária diante do assédio institucional, das metas abusivas e dos ataques à classe trabalhadora.

“O local de trabalho não pode ser o espaço onde as pessoas perdem sua esperança, sua dignidade e sua saúde. É ali também que a luta sindical precisa afirmar a humanidade das bancárias e dos bancários”, defendeu Erika.

HOMENAGEM

Na sequência, o também ex-presidente Eduardo Araújo, que encerra sua gestão na pasta mas segue na diretoria, foi homenageado por sua trajetória no Sindicato. A solenidade recordou momentos de dedicação à entidade, sua presença constante nas lutas da categoria e sua atuação em defesa dos trabalhadores. Eduardo recebeu uma placa em reconhecimento ao trabalho realizado e uma camisa do Atlético Mineiro, em um momento de afeto, memória e descontração.

Ao agradecer a homenagem, que contou com uma placa entregue pela deputada Erika Kokay, Eduardo Araújo falou sobre continuidade e legado. Ele lembrou que a unidade se constrói também nas diferenças e afirmou que sua gestão buscou dar sequência à história construída por dirigentes que o antecederam, como Erika Kokay e Jacy Afonso. “A gente tem um propósito, que é defender a classe trabalhadora, a categoria bancária e todas as pessoas que sofrem discriminação ou enfrentam problemas no trabalho. O que fizemos foi tentar honrar essa história e manter vivo esse compromisso”, afirmou.

A posse formal da nova diretoria teve início com a presença de Juliano Braga, presidente da Comissão Eleitoral. Ele agradeceu a confiança para conduzir o processo eleitoral e destacou a responsabilidade de coordenar a votação que escolheu a direção do Sindicato para o quadriênio 2026/2030. Após a assinatura e a entrega dos certificados, Juliano declarou oficialmente empossada a nova diretoria.

Elis Regina, nova secretária-geral do Sindicato, após receber seu certificado, destacou a honra de assumir uma função de grande responsabilidade em uma entidade com forte história de luta. “Assumo a Secretária-geral com muita alegria e respeito por todos que vieram antes de nós. O Sindicato dos Bancários de Brasília tem uma trajetória de conquistas e compromisso com a categoria, e é seguindo esses passos que vamos continuar trabalhando”, afirmou.

Victor Queiroz – Colaboração para o Sindicato, via https://bancariosdf.com.br/nova-diretoria-do-sindicato-toma-posse-e-reafirma-compromisso-com-a-luta-da-categoria/

GOSTOU DESTA MATÉRIA? ENTÃO, POR FAVOR, PASSA PRA FRENTE. COMPARTILHE EM TODAS AS SUAS REDES. NÃO CUSTA NADA, É SÓ CLICAR!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

© 2025 Revista Xapuri — Jornalismo Independente, Popular e de Resistência.