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“Estar Lá Fora”: Projeto conecta cidades, natureza e sustentabilidade

“Estar Lá Fora”: Projeto conecta cidades, natureza e sustentabilidade

O ambiente Estar Lá Fora, idealizado pela Encanto Verde Paisagismo em parceria com a arquiteta Flávia Araújo, comemora a conexão das cidades com a natureza e atinge seu objetivo principal demonstrando a importância da sustentabilidade por meio dos jardins verticais em uma área de 179 m². Em conformidade com o tema da CASACOR Brasília 2019 “Planeta Casa”, seu conceito traz exclusividade,  sustentabilidade, tecnologia e afeto.

Estar Lá Fora Foto Edgard César3 1

As cidades estão cada vez mais impermeáveis e a nossa conexão com espaços naturais está cada vez mais distante. A intenção do projeto é conservar, cuidar e manter o verde vivo em nosso meio-ambiente. O conceito de sustentabilidade do Estar Lá Fora aborda a maneira pacífica de convivermos com a natureza.

O ambiente do projeto conta com iluminação em LED e um sistema de irrigação automatizado no jardim vertical. O sistema de irrigação diminui, consideravelmente, o consumo de água. A técnica promove um conforto térmico e auxilia contra os malefícios do efeito estufa. O LED, por sua vez, não contém nenhum elemento poluente ou contaminante, faz um consumo baixo de energia e reduz os impactos ambientais desse processo.

Estar Lá Fora Foto Edgard César1

O projeto promove a melhoria da qualidade do ar e também traz a estética das áreas verdes para as cidades. O ambiente convida o visitante a experimentar os benefícios de usufruir de “pulmões” em espaços externos e terraços, com o intuito de que é possível criar verdadeiros “oásis”, mesmo em edifícios mais altos.

As paredes verdes podem ser utilizadas para cultivar frutos pequenos, vegetais e ervas. O Estar Lá Fora conta com um fato curioso e espetacular: passarinhos escolheram os jardins para montarem seus ninhos. Seria a natureza validando o projeto e retribuindo de uma forma inesperada.

Os elementos utilizados no projeto trazem a vitalidade das florestas para as cidades cada vez mais petrificadas, tornando o ambiente mais sustentável e saudável. A ideia é reforçar a harmonia entre as “selvas de pedra” e as áreas verdes, havendo, assim, mais qualidade de vida para todos.

Acompanhe o trabalho das profissionais pelas redes sociais: flaviaaraujoarquitetura

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Capa Andarilhos 4
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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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