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#VazaJato: “O juiz prevaricou”

#VazaJato: “O juiz prevaricou”

O mais importante da nova bomba do Intercept

“Moro prevaricou e vai pagar caro por isso. Que assim seja.”

Por: ROGÉRIO CORREIA

Deputado Federal (PT-MG) no Brasil 247 

A nova reportagem do site The Intercept Brasil prova que Sergio Moro ordenou, ou, vá lá, sugeriu aos procuradores da Lava Jato, a produção de uma nota oficial que contestasse a defesa do ex-presidente Lula no processo do tal triplex do Guarujá. Essa nota oficial foi feita e “pautou” a imprensa na época. É aí que mora o perigo para o atual ministro da Justiça.

Na entrevista publicada hoje pelo Estadão, Moro diz que considera “absolutamente normal” conversas entre procuradores e juízes. As novas informações do The Intercept, contudo, mostram que não eram apenas “conversas”. Sergio Moro era, de fato, “uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex”, usando a expressão do próprio The Intercept Brasil.

Não vai ter como Bolsonaro segurar Moro muito tempo. Afinal, trata-se de um descumpridor da Constituição no cargo de ministro da Justiça. Experiente e sabedor do apoio que a mídia corporativa brasileira dá a Sergio Moro, o jornalista americano Glenn Greenwald aplica doses homeopáticas que desgastam Moro praticamente todo dia.

O ex-juiz não sofreria esse desgaste diário se tivesse agido de fato como juiz, como manda a lei. Mas aí Lula não seria condenado. Tampouco Jair Bolsonaro seria o presidente da República… Moro prevaricou e vai pagar caro por isso. Que assim seja.

Fonte: Brasil 247

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Salve! Pra você que chegou até aqui, nossa gratidão! Agradecemos especialmente porque sua parceria fortalece  este nosso veículo de comunicação independente, dedicado a garantir um espaço de Resistência pra quem não tem  vez nem voz neste nosso injusto mundo de diferenças e desigualdades. Você pode apoiar nosso trabalho comprando um produto na nossa Loja Xapuri  ou fazendo uma doação de qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Contamos com você!

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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