ONU: INDÍGENAS SÃO ESSSENCIAIS PARA ENFRENTAR MUDANÇAS

ONU: INDÍGENAS SÃO ESSSENCIAIS PARA ENFRENTAR MUDANÇAS

ONU: Indígenas são esssenciais para enfrentar mudanças

Especialistas defendem que conhecimentos indígenas são essenciais para enfrentar mudanças climáticas

Indígenas lançam rede para ampliar acesso a finanças do clima

Durante o evento, foi lançada a Rede de Especialistas Indígenas em Finanças do Clima, que reunirá 17 lideranças da América Latina e Caribe com o intuito de promover a participação dos povos indígenas em programas de financiamento nacionais e internacionais. O objetivo do organismo é garantir a inclusão, transparência, responsabilidade e eficácia nos processos de alocação de verba para a ação climática.

A expectativa é de que a rede se torne uma referência técnica na formulação participativa dos projetos do Fundo Verde. “Essa reunião gerou muitas ideias concretas e forjou relações pessoais e redes de trabalho em desenvolvimento. Espero ansiosamente trabalhar com os participantes do evento para transformar essas ideias em atividades do Fundo Verde para o Clima”, afirmou a conselheira regional da América Latina da instituição, Mayté González.

Sobre o Fundo Verde para o Clima

O Fundo Verde para o Clima foi criado em 2010 pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC) com o objetivo de contribuir, de maneira significativa e ambiciosa, com as metas impostas pela comunidade internacional para combater as mudanças climáticas.

Para isso, o organismo financia projetos e programas de mitigação e adaptação às mudança climáticas, do setor público e/ou privado, que promovam um desenvolvimento de baixo carbono e resiliente ao clima.

A FAO apoia em nível mundial a formulação de diversos projetos que são apresentados ao Secretariado do fundo, a fim de financiar iniciativas destinadas a combater as mudanças climáticas.

 

Fonte: https://nacoesunidas.org/especialistas-defendem-que-conhecimentos-indigenas-sao-essenciais-para-enfrentar-mudancas-climaticas/

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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