OS ÚLTIMOS DIAS DE OLGA BENÁRIO
Os dias finais de Olga Benário, Líder comunista na Alemanha e no Brasil, a mulher judia deu à luz à filha de Luís Carlos Prestes em Ravensbrück

Entre as transferências que Benário sofreu, ela acabou no campo de concentração de Ravensbrück, onde, por conta de pressões internacionais, a administração foi obrigada a dar privilégios para ela, como o aumento do tempo em que ela esteve com a cria. Foi justamente lá que Anita Leocádia Prestes cresceu os primeiros meses, antes de sua avó conseguir sua custódia. A ideia dos nazistas era dar a criança à mãe de Olga, uma conservadora, mas ela não quis.
A vida de Olga no campo nazista é pouco conhecida, mas foi revelada em partes do livro Ravensbrück — A História do Campo de Concentração Nazistas Para Mulheres, de Sarah Helm. A autora revelou que o apreço da comunista pelos prisioneiros a levou a ser uma blockova, ou uma organizadora de quartel, em colaboração com a administração da SS, como forma de proteger suas companheiras.
Mesmo que Leocádia tivesse conseguido um visto, o governo alemão se recusava a oficializá-lo. A espera dos documentos, ela foi enviada de volta a Ravensbrück, mas com o início da guerra e as artimanhas políticas da Alemanha, tornou-se impossível que ela fosse liberta.

Ela se tornou a primeira prisioneira política a alcançar essa posição. Com a dor pessoal (estar presa, sem esperanças e sem a filha) e política (a derrota do levante e o pacto entre Stalin e Hitler), Olga não tinha mais razões para manter a luta, e se permitiu entrar nessa posição infeliz.
Ela ficou responsável, então, pela organização matinal das prisioneiras, as acordando e as obrigando a sair dos alojamentos. Mesmo assim, é notório que Benário não tratava as detentas com brutalidade ou violência, o que era incomum na posição que assumia.
Numa situação de fortes maus-tratos aos judeus no campo, causado por uma represália da SS, ela protestou à guarda Emma Zimmer contra as crueldades. Isso aumentou a moral de Benário entre as presas, mas enfureceu a administração – no entanto, ela não perdera o cargo. Por outro lado, com a chegada de prisioneiras que passaram pelos gulags soviéticos, muitas presas deixaram de confiar na comunista, dado os relatos atrozes.

Com o tempo, o colaboracionismo de Olga com as prisioneiras a fez perder o cargo de blokova, voltando a ser tratada normalmente, sendo ofendida, espancada e obrigada a trabalhar. E ficaria ainda pior. Em outubro de 1941, Hitler ordenou “a deportação de todos os judeus alemães”, o que levou à seleção das mulheres para campos na Polônia. Consciente do extermínio, Benário perdeu todas as esperanças. Ela foi enviada para o campo de Bernburg no início de 1942, e assassinada numa câmara de gás aos 34 anos.

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