mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!
Do Facebook de Edvaldo Alves de Sousa
Tire o pó… se precisar…
mas você não terá muito tempo livre… para beber champanha, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!

Uiraçu – Foto: Wiki Aves
Tire o pó… se precisar…
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
– Pense bem, este dia não voltará jamais !!

Foto: Reprodução/Internet
Tire o pó… se precisar….
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora… E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

Foto: Wiki Aves
Ninguém vai se lembrar de quantas contas vc pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que vc ensinou.

Omolu – Foto: Reprodução/Internet
AFINAL:
“Não é o que você juntou,
e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
Tire o Pó!!!… Se precisar…

Jovem Iny-Karajá – Foto: Reprodução/Internet
Nota: No post do Edvaldo não há indicação de autoria do texto.

“Faz escuro mas eu canto”, um dos mais belos versos de Madrugada Camponesa (1965), de Thiago de Mello, foi o lema do 14º Congresso do PCdoB, realizado em Brasília, em 2017.
Em vídeo especialmente gravado na ocasião, o poeta amazonense dedicou o poema a “cada dirigente e a cada militante” do partido.
Segundo ele, era uma homenagem a “pelo muito que todos eles, na crista da onda do PCdoB, vêm fazendo com amor e ciência na construção de um caminho que conduza o Brasil e o seu povo ao encontro da alegria de viver”.
Madrugada Camponesa
Por Thiago de Mello
Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.
Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.
Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
no meu longe seringal.
Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.
Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar.

Foto: Amazônia Real










