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UNIVERSIDADE ABERTA

Universidade Aberta do Cerrado – A Diferença que a Diferença Faz

Universidade Aberta do Cerrado – A Diferença que a Diferença Faz –

O Instituto Altair Sales é uma instituição de natureza científica, cultural, educativa e estratégica, criada para dar suporte administrativo à Universidade Aberta do Cerrado, bem como aos projetos por ela propostos ou em fase de desenvolvimento.

Foi albergado inicialmente pelo Centro Cultural Cara Vídeo, onde aconteceram as primeiras reuniões, contando sempre com a colaboração e boa vontade de Maria Delma Costa, do padre Sergio Bernardoni e de Dom Tomás Balduino. Com a saudosa ausência destes dois, o grupo pensante buscou amparo nos empreendimentos da Fazenda Santa Branca, sempre contando com entusiasmo e apoio do Prof. Jeremias Lunardeli.

Em seguida, a ideia foi abraçada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Entretanto, ainda não havia encontrado força suficiente para deslanchar. Isto veio a se concretizar quando a estas instituições, consideradas parceiras, se juntaram a Associação dos Professores da PUC de Goiás, principalmente através do seu Projeto Memórias, e do Movimento SOS Cerrado que, integrando profissionais competentes em diversas áreas, começou a dar um corpo jurídico e administrativo, resultando na criação de uma associação denominada Instituto Altair Sales.

UNIVERSIDADE ABERTA DO CERRADO – UAC

A UAC foi pensada para funcionar como centro irradiador de saberes e inovador na área do empreendedorismo educativo e sustentável.

Nesse sentido, os saberes se revestem em algo concretamente pluridisciplinar, que leva em consideração as vocações regionais, mas sem nunca perder a visão do global, dentro de uma concepção sistêmica. É uma nova concepção de universidade, que também abrange universos e diversidade. É informal, aberta, no sentido de acolher saberes formalizados, elaborados nas ditas academias, e saberes informais dos doutores e mestres, ou guardiões de fato, sempre que possível proporcionando a integração entre esses saberes.

Ou seja, o saber chamado erudito e o saber dito popular. Portanto, suas atividades são infindáveis, mas sempre no sentido de oferecer frutos educativos que contribuam para a busca de uma cidadania plena e da sustentabilidade planetária.

É essencialmente inclusiva, acolhendo toda a gama de saberes regionais e incorporando os saberes universais, recuperando seletivamente o conhecimento acumulado através dos tempos e colocando esses saberes para favorecer a superação constante da situação de subdesenvolvimento e para impulsionar os agentes sociais, na busca de processos educativos que resultem em incentivo à criatividade, à pesquisa e, consequentemente, na busca de soluções para os problemas sociais e ambientais do mundo moderno, de modo global, sem que haja a separação dos saberes.

Assim, os profissionais envolvidos nos inúmeros projetos da UAC devem estar comprometidos com a realidade circundante, ajudando a criar as condições de desenvolvimento e de crescente bem-estar das populações. Sua participação no esforço da comunidade para superar a fome, a doença, a ignorância, a miséria, o sofrimento, o atraso e a marginalização, ajudam a imprimir à ação planejada maior objetividade e eficiência. Engajando-se, desta maneira, no esforço de crescimento econômico e social da região em que vivem e trabalham estes profissionais, eles ajudarão a robustecer um novo conceito de processo produtivo e a consequente distribuição de renda.

A UAC é mantida pelo Instituto Altair Sales e tem seus projetos direcionados preferencialmente para o Sistema Biogeográfico do Cerrado dos chapadões centrais da América do Sul, não só em virtude de sua biodiversidade biológica e cultural apoiada numa diversidade geoestrutural sui generis, mas também porque se trata da matriz ambiental brasileira mais incompreendida e, por esta causa, mais degradada, fato que já está pondo em risco as outras matrizes ambientais do país.

Todas as atividades da UAC serão desenvolvidas através de projetos, alguns já estruturados e outros novos, que possam surgir de acordo com as exigências imediatas. Entretanto, todos os projetos devem se enquadrar dentro de uma diretriz norteadora, que sempre buscará uma educação eficaz e iniciativas científicas e culturais guiadas por princípios éticos que ajudem a construir novas mentalidades, críticas e criativas.

OS PROJETOS SE ENQUADRAM DENTRO DOS SEGUINTES EIXOS TEMÁTICOS:

• Escolas sustentáveis

• Antropologia geográfica

• Cursos oficinas e eventos

• Fábrica pedagógica

• Coleção didático museológica

• Coleção mapas e painéis complementares

• Coleção ciência em audiovisual

• Coleção brinquedos cantados

• Museus e parques de ciências

• Empreendedorismo sustentável

• Parque temático

• Educação mamulenga no cerrado

• Projeto caminhos do cerrado

• Projeto artesão do educador ao empreendedor

• Enciclopédia virtual do cerrado

• Almanaque educativo

• Artigos científicos

• Coleções científicas

• Documentos de pesquisa

• Músicas do cerrado

• Vídeos

• Entrevistas

• Museu virtual do cerrado

UNIVERSIDADE ABERTAAltair Sales Barbosa  Arqueólogo. Excertos do livro “O Piar da Juriti Pepena – Narrativa Ecológica da Ocupação Humana no Cerrado”. Sales, Altair [et al]. Editora PUC-Goiás, 2014.

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Uma Resposta

  1. Educação dever do estado direito do cidadão, constituição da republica federativa do brasil

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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