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Vida Sustentável: Senhora de 75 anos costura seu próprio terno feito de 300 sacolas plásticas

Senhora de 75 anos costura seu próprio terno feito de 300 sacolas plásticas

Por: Redação Hypeness – hypeness

São muitos os idosos que acabam desenvolvendo depressão, sobretudo porque não realizam nenhuma atividade que os motiva, o que definitivamente não é o caso da grega Rosa Ferrigno, que vive em Nova York. Muito ativa, ela acaba de completar o seu projeto mais ambicioso de todos: um terno feito com 300 sacolas plásticas, destas de supermercado mesmo.

senhora terno plástico 1

A senhora, que trabalhou como costureira antes de casar, possui uma habilidade impressionante com as mãos. Se durante o verão, costuma passar o dia no jardim, cuidando de suas flores e horta, nos meses de frio ela gosta é mesmo de se dedicar à costura e ao tricô.

senhora terno plástico 2

senhora terno plástico 3

Para fazer os fios de plástico, ela primeiro precisou cortar os sacos em tiras e amarrá-los um no outro. Depois desta parte estar finalizada, ela mesma fabricou as grandes agulhas de tricô, já que não encontrou uma que pudesse tricotar plástico. Dois meses depois, seu terno sustentável ficou pronto, chamando a atenção de todo mundo, não somente pela criatividade, mas também pela beleza, já que é delicadamente perfeito. Que senhorinha inspiradora!

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/03/senhora-de-75-anos-costura-seu-proprio-terno-feito-de-300-sacolas-plasticas/


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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