'I WOULD HAVE EATEN THE NATIVE' BOLSONARO

‘I WOULD HAVE EATEN THE NATIVE’ BOLSONARO

‘I would have eaten the native’ Bolsonaro

In less than two days after the first round of Brazil’s presidential election, two videos portraying far-right candidate and current President  Jair Bolsonaro have resurfaced, going viral and shocking the populace.

The first, filmed in 2017 before Bolsonaro ran for his first term, shows the then-congressman giving a speech to freemasons at a Masonic lodge. The video has created upset amongst even the staunchest of Bolsonaro supporters, in large part Evangelical Protestants, seeing as freemasonry is considered anathema to the Protestant faith and widely considered to have ties with the devil.

Many have denounced Bolsonaro, a self-proclaimed Evangelical, as being a false Christian and acting contrary to his faith. This has caused even more outrage seeing as Jair Bolsonaro and his wife, first lady Michelle Bolsonaro, have routinely used their religion to garner support from Brazil’s powerful pentecostal churches and gain votes amongst their congregates.

Michelle Bolsonaro has even gone as far as stating that the President’s official residence was used to worship demonic forces before her husband entered office. The President’s wife has also not been spared in the recent controversy, as pictures of her attending a freemason wedding have also resurfaced.

The second video, while not having quite as much impact as the first, has also become a great source of dismay to Bolsonaro’s campaign.

In it, Bolsonaro is interviewed by a New York Times reporter and speaks on a variety of topics. After commenting on a trip to Haiti – in which the then-congressman states he only didn’t have sex with a Haitian woman because of her “lack of hygiene” and because he “didn’t need it” – Bolsonaro switches to a tangent on his time visiting an indigenous community in the state of Roraima, Brazil.

“It was like the time when I almost ate a Surucucu native once. I saw a group of female natives carrying bananas on their backs and a male cleaning his teeth with straw. I saw many people walking. I asked ‘what’s going on”. The guy said ‘a native died, and they’re cooking him.’ So, I wanted to see the native being cooked and he said ‘if you watch, you have to eat.’ ‘I’ll eat!’ I said. But nobody in my group wanted to go. I would have eaten the native, no problem whatsoever,” stated Jair Bolsonaro.

Hours after the videos were released, the terms “Maçonaro (Mason Bolsonaro)”, “Traitor” and “Bolsonaro Cannibal” surged amongst Twitter’s trending topics. While Bolsonaro’s closest allies have already defended the President on the subject of supposed ties to freemasonry, and the President himself has issued a statement, there has been no official reply to Bolsonaro’s comments on his would-be foray into cannibalism.

Bolsonaro is currently in a contentious and polarizing run-off race with ex-President Luiz Inácio Lula da Silva, commonly known as Lula, for the presidency of Brazil.

In the first round, Bolsonaro came in second place to Lula, albeit by a much closer margin than polls predicted. As of the time of writing, it remains to be seen whether these recent controversies will affect Bolsonaro’s performance in the latest polls.

https://xapuri.info/armed-forces-take-over-espirito-santo/

GOSTOU DESTA MATÉRIA? ENTÃO, POR FAVOR, PASSA PRA FRENTE. COMPARTILHE EM TODAS AS SUAS REDES. NÃO CUSTA NADA, É SÓ CLICAR!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

© 2025 Revista Xapuri — Jornalismo Independente, Popular e de Resistência.