LEONI TERESINHA PHILIPPSEN: PRIMEIRA MULHER ELEITA PARA PRESIDIR A FEDERAÇÃO 

LEONI TERESINHA PHILIPPSEN: PRIMEIRA MULHER ELEITA PARA PRESIDIR A FEDERAÇÃO 

A Federação Centro-Norte realiza seu IV Congresso Regional, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 1999, e elege a primeira mulher como presidente, a funcionária do Banco do Brasil Leoni Teresinha Philippsen, diretora do Sindicato do Mato Grosso. Antes dela, Simone Valle Barbosa, bancária do Bemat, havia sido presidenta da Comissão Provisória que fundou a Federação em 1990.

Também presidenta da CUT/MT entre 2004 e 2006, Leoni Teresinha Philippsen, a primeira mulher eleita em congresso para presidir a Fetec-CUT Centro Norte, em 1999, foi homenageada na comemoração dos 35 anos da Federação, na noite do dia 21 de janeiro, na sede do Sindicato dos Bancários, em Brasília. 

Durante o I Congresso da Federação – FEEB-MT-RO-AC e TO, Maria Antonia Soares de Assis (SEEB/AC) foi eleita como 2ª Secretária Geral, e Adriana A. do Carmo Angeli (BERON/RO) elegeu-se 1ª Secretária de Saúde e Cond. Social, para a gestão 1991-1993. No mesmo período, Edna Andrade de Souza (SEEB/MT) ocupou a Secretaria de Saúde do Trab. e Cond. Trabalho na Diretoria Regional da Federação em Mato Grosso.

No II Congresso, gestão 1993/1996, Maria Antonia Soares de Assis (AC) foi eleita Secretária de Bancos Estaduais.  

No III Congresso, gestão 1996/1999, três mulheres foram eleitas: Maria das Dores Miranda de Lima (AC) – 2ª Secretária de Formação Sindical; Dalva Alves da Silva (BSB) – Secretária de Assuntos Internacionais; e Gisele Torres Martini (BSB) – Secretária de Bancos Federais. 

No IV Congresso, gestão 1999/2002, além de Leoni Teresinha Philippsen como presidenta, também foram eleitas: Maria José Souza dos Santos (RR) – 2ª Secretária de Assuntos Jurídicos; Dalva Alves da Silva (BSB) – 2ª Secretária de Assuntos Internacionais; e Vera Lúcia dos Remédios Paoloni (PA) – Secretária de Bancos Privados. 

O V Congresso, gestão 2002/2005, reelegeu Leoni Teresinha Philippsen como presidenta, e: Marly Terezinha Ferreira (RO) – Secretária de Assuntos Jurídicos; Andrea Freitas de Vasconcelos (RR) – 2ª Secretária de Assuntos Jurídicos; Edjane de Araujo Batista – 2ª Secretária de Formação Sindical; e Vera Lúcia dos Remédios Paoloni (PA) – Secretária de Bancos Privados. 

No VI Congresso, gestão 2005/2008, foram eleitas: Sonia Maria Rocha (MT) – Presidenta; Leonice Maria Pereira de Souza (MT) – Secretária Geral; Marly Terezinha Ferreira (RO) – Secretária de Assuntos Jurídicos; Andrea Freitas de Vasconcelos (RR) – Secretária de Formação Sindical; Leoni Teresinha Philippsen – Secretária de Relações Internacionais; Leila de Matos Bertasso (BSB) – Secretária de Políticas Sociais; e Edjane de Araujo Batista (AC), Secretária de Bancos Federais. 

O VII Congresso, gestão 2008/2011, reelegeu Sonia Maria Rocha (MT) como Presidenta; Marly Terezinha Ferreira (RO) – Secretária de Assuntos Jurídicos; e Andrea Freitas de Vasconcelos (RR) – Secretária de Formação Sindical. Também foram eleitas: Edjane de Araujo Batista (AC) – Secretária de Políticas Sociais e Ana Bianca Tavares C. Silva (BSB) – Secretária de Bancos Estaduais.

No VIII Congresso, gestão 2011/2014, Andrea Freitas de Vasconcelos (RR) elegeu-se Secretária Geral; Sonia Maria Rocha (MT) – Secretária de Formação Sindical; e Elmira Oliveira de Farias (AC) – Secretária de Política de Igualdade.

No IX Congresso, gestão 2014/2017, Marly Terezinha Ferreira (RO) foi eleita Secretária Geral; Sonia Maria Rocha (MT) – Secretária do Ramo Financeiro; Marlene Rodrigues Dias (BSB) – Secretária de Saúde e Cond. Trabalho; e Janine Lira Fontineli da Silva Martins (AC) – Secretária de Política de Igualdade.

No X Congresso, gestão 2017-2021, foram eleitas: Sonia Maria Rocha – Secretária Geral, Conceição de Maria Costa – Secretária de Administração e Finanças; Neide Maria Rodrigues (CGR) – Secretária de Bancos Privados; e Maria Aparecida Souza (BSB) – Secretária da Mulher. 

O XI Congresso, gestão 2021/2024, elegeu: Talita Régia da Silva (BSB) – Secretária de Org. Ramo Financeiro; Maria de Jesus Demétrio Gaia (BSB) – Secretária de Relações Internacionais; Rafaella Freitas de Oliveira (BSB) – Secretária de Saúde e Cond. Trabalho; Neide Maria Rodrigues (CGR) – Secretária de Bancos Privados; Elis Regina Carmelo Silva (BSB) – Secretária da Mulher, Jéssica do Nascimento Silva (RR); Secretária da Juventude; e Leonice Maria Pereira de Souza (MT) – Secretária de Combate ao Racismo. 

Fonte: Fetec-CUT/Centro Norte: A Federação da Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica – 35 Anos de Lutas e Conquistas. Brasília, 2025.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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