Goiás tem o céu mais limpo do Brasil

GOIÁS TEM O CÉU MAIS LIMPO DO BRASIL

Goiás tem o céu mais limpo do Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atesta em documentos que Goiás tem o céu mais limpo do Brasil, na maior parte do ano. Um espetáculo que pode ser visto a olho nu e que cada vez mais chama a atenção das populações locais e de viajantes.

Nos Estados Unidos, por exemplo, muitas cidades vivem do Turismo do Céu, um ramo da atividade turística ainda pouco desenvolvido no Brasil. Brotas, em São Paulo, tem o céu como um de seus atrativos, embora seja muito menos limpo que o de Goiás.

Pequenos investimentos, no entanto, podem atrair turistas de alto poder aquisitivo, que possuem equipamentos apropriados. Basta que tenham alguma infraestrutura, como plataformas de concreto em áreas fora das luzes das áreas urbanas, para assentarem seus telescópios.

Assim, o turista que antes acorria a localidades por algum outro atrativo (sítio histórico, cachoeiras, pedras) passa a ter motivo pra ficar pelo menos mais uma noite na cidade.

No Planalto Central, existem planetários em Brasília, Goiânia e Anápolis, onde se pode conhecer  mais sobre a ecoastronomia de Goiás e do Brasil.

observatorio astronomico unb noticias

Observatório Astronômico da Unb – Foto: UnB Notícias

Observatório Astronômico da UnB – FAL Universidade de Brasília: Visitação Pública –  Observação – Estudo

O Observatório Astronômico da Universidade de Brasília está localizado dentro da Fazenda Água Limpa e é um laboratório vinculado ao Instituto de Física da UnB.
As visitas ao observatório podem ser realizadas com agenda prévia. O agendamento pode ser realizados por grupos, escolas ou individualmente.

As visitas são realizadas a noite e constituem de uma palestra e atividades de prática observacional, uso de telescópios e identificação de constelações.
 
Fazenda Água Limpa próxima a Vargem bonita, nas proximidades do Aeroporto internacional Juscelino Kubitschek e a região administrativa do Park Way.
 
rppn linda serra dos topazios
 
A UnB também realiza cursos de Ecoastronomia na Reserva Particular de Patrimônio Natural Linda Serra dos Topázios, em Cristalina, estado de Goiás.
 
(61) 3307-2900, ramal 267
observatoriouefs@gmail.com
www.fis.unb.br/observatorio/index.php

GOIÂNIA  –  Planetário da Universidade de Goiás: Visitação Pública –  Estudo

Av. Contorno s/nº – Pque. Mutirama – Centro. CEP: 74055-140 – GOIÂNIA – GO
(62) 9- 821-1600 e (62) 9 – 821-1601
planetario.ufg.br
 
ANÁPOLIS – Planetário Digital: Estudo – Visitação Pública 
Praça Cecé de Alencar – Avenida Jamel Cecílio – Bairro JK Nova Capital
 (62) 3902 2728

Obs.: publicado originalmente em 16 de set de 2015

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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