Picada de aranha: Viagra natural?
A picada da aranha Phoneutria nigriventer, popularmente conhecida como aranha armadeira, é venenosa, produz dores terríveis e leva a maioria de suas vítimas ao hospital.
Em certas áreas rurais do Brasil, seres humanos do sexo masculino picados pelo aracnídeo são rapidamente identificados nas Emergências dos hospitais por apresentar um sintoma “secundário”.
Pessoas picadas pela aranha armadeira sentem um súbito aumento da pressão arterial e, nos homens, além da dor, também ocasionam ereções que podem durar até quatro horas.
Segundo cientistas, a ereção no homem é estimulada pela produção da substância bioquímica conhecida como ácido nítrico. Liberado por neurônios, o ácido nítrico desencadeia um processo de dilação dos vasos sanguíneos do órgão genital masculino.

A maioria dos medicamentos contra a disfunção eréctil age contra substâncias químicas que inibem ereções; o veneno de aranha age de forma diferente, aumentando a produção de óxido nítrico na corrente sanguínea, e isso é o que ocasiona a ereção.
Por essa razão, pesquisadores acreditam que o estudo das toxinas da aranha armadeira podem resultar em medicamentos mais potentes e mais efetivos para combater a disfunção erétil.
- O Brasil e a Austrália são os países que abrigam o maior número de aranhas venenosas do mundo.
- As aranhas armadeiras, extremamente comuns em todos os biomas brasileiros, são consideras as aranhas mais venenosas e fatais da Terra, segundo o Guinness.
- As armadeiras têm em média um corpo de 5 centímetros e patas de até 17 centímetros. O veneno que carregam em suas patas é letal para pequenos animais. Com 0,006 mg desse veneno se mata um rato.
- A aranha armadeira é uma das que mais causa acidentes no Brasil, ficando atrás apenas da aranha-marrom.
- Existe registo de mais de 7 mil casos de picadas de aranhas-armadeiras no Brasil, felizmente com poucas mortes, porque há antídotos eficientes para o tratamento de suas picadas. (Fonte: http://www.megacurioso.com.br)

Para ser índio tem que ter jeito de índio. Tem que ter arco, flecha, borduna, cocar, colar de dente de macaco.
Por Timairû Kayabi
Para ser índio, tem que ter sua festa, saber caçar, pescar, fazer artesanato, e, se for casado, morar junto com o sogro.
Fazer roça, plantar, fazer canoa e remo.
Ser tiver festa, tem que dançar para alegrar a família da sua esposa.
Índio tem que ter cabelo comprido, comer as comidas que se encontra, como: macaco, anta, tatu, veado, porco, jacu, mutum, jacamim, tracajá, etc.
Para ser índio tem que comer comida assada no fogo com farinha de beiju, tomar mingau de farinha.
Para ser índio, tem que trabalhar bastante na roça, plantar banana, batata, cará, amendoim, milho, depois tem que colher o que foi plantado.
Para ser índio, tem que bater timbó no lago onde os peixinhos ficam presos. Depois chamar outras pessoas para ajudar a comer os peixinhos que vão morrer no lago.
Para ser índio, tem que fazer tudo o que for.
Timairû Kayabi – Escritor indígena em “Geografia Indígena” – Instituto Socioambiental, 1988.
SOBRE O POVO INDÍGENA KAYABI
Os Kayabi, cuja origem do nome é desconhecida pelos próprios Kayabi, falam a língua Caiabi, da família linguística tupi-guarani. O mais próximo da autodenominação, segundo estudos do etnógrafo Georg Grunberg, que pesquisou os Kayabi nos anos 1960, seria o termo Iputunuun, que significaria “o nosso pessoal”. A maioria dos Kayabi são bilíngues, falam também o Português. Os Kayabi que vivem fora da região do Xingu não falam mais a língua nativa.
Os Kayabi tem sua história marcada pelo contato conflituoso com seringueiros no século XIX. Esta situação conflituosa marcada pela resistência dos Kaiabi aos invasores de suas terras, assim como pelo desamparo dos índios na luta por suas terras, modificou-se com a chegada dos irmãos Villas-Boas.
Os Kayabi colaboraram na expedição Roncador-Xingu, assim como no processo de pacificação e desbravamento da região.
Devido ao envolvimento dos Kaiabi na expedição assim como devido aos problemas que os índios enfrentavam na região, em 1966, os irmãos Villas-Boas conduziram a “Operação Kayabi” na qual os Kaiabi foram gradativamente sendo transferidos de avião para o Parque nacional do Xingu. Os Kayabi são exímios artesãos, especializados na produção de belíssimas peneiras.
Fontes: pib.socioambiental.org prodoclin.museudoindio.gov.br pt.wikipedia.org
Foto: socioambiental.org