O Brasil entre a esperança e o ódio
Por Aloizio Mercadante
A encruzilhada da história coloca o país entre a esperança e o ódio e, assim como a esperança derrotou o medo em 2002, 20 anos depois a esperança derrotará o ódio. A visita de Lula ao Nordeste são os primeiros passos dessa promissora caminhada de resgate da esperança. É um reencontro de Lula com o Brasil profundo, é o reinício da jornada de uma grande liderança popular, cuja trajetória de vida e sofrimento, é a própria saga de uma nação e de um povo.
Sem dúvidas Lula é o brasileiro que mais percorreu os caminhos esquecidos e invisibilizados onde sobrevivem e resistem milhões de brasileiros, filhos da pobreza, esquecidos pelas políticas públicas, oprimidos pelas estruturas de poder e excluídos das oportunidades de uma vida digna.
Historicamente foram as caravanas com Lula, desde a memorável e heróica campanha de 1989, que colocaram na pauta a agenda que verdadeiramente dialoga com o cotidiano do povo brasileiro, como a fome, o analfabetismo, a falta de moradia, a falta de energia, a falta de médicos e remédios, a carteira de trabalho sem assinatura do empregador e o desejo sempre adiado de acesso à educação e à cultura.

A chamada terceira via, além de não ter votos, não possui uma proposta capaz de reverter esta tragédia que ajudou a patrocinar: Bolsonaro-Guedes. Tenta salvar o indefensável, insistindo no neoliberalismo e na ortodoxia fiscal permanente. Agora quer descartar Bolsonaro, mas manter seu projeto econômico fracassado, que vem condenando por gerações a América Latina à financeirização crescente, ao baixo crescimento e à instabilidade econômica e política. Por isso, tentam dizer que o ódio e a esperança são a mesma coisa. Não são!

