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Barreiras recebe curso online gratuito de criação e gestão de Áreas Protegidas

Barreiras recebe curso online gratuito de criação e gestão de Áreas Protegidas

A atividade coordenada pelo arquiteto e urbanista Miguel Von Behr tem foco na atuação de gestores municipais

O potencial de conservação do bioma Cerrado no oeste da Bahia foi detectado pelo projeto Áreas Protegidas Municipais no MATOPIBA, implementado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), no âmbito do projeto Parceria para o Bom Desenvolvimento, executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil).

Uma das atividades do projeto está na realização do curso online Criação e Gestão de Áreas Protegidas Municipais no MATOPIBA, lecionado pelo arquiteto e urbanista mestre em Planejamento Urbano e Territorial Miguel von Behr , entre os dias 27/07 e 10/08.

O curso online tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas por meio do preenchimento do formulário neste link: https://bit.ly/inscricaocursoieb. A seleção acontece pela coordenação do projeto e pretende analisar o conhecimento prévio dos candidatos e o envolvimento com temas relacionados à conservação ambiental.

“As áreas protegidas de Barreiras e região têm um enorme potencial. Trata-se de um território com importantes nascentes, potencial turístico, grande biodiversidade e com espaço para a prática do extrativismo sustentável. Para os municípios, as Unidades de Conservação e as Áreas Protegidas têm um importante papel na geração de emprego e renda e no abastecimento de água proporcionado pelos mananciais”.

Na programação serão abordados assuntos como aquecimento global, desafios na gestão de unidades de conservação, impactos ambientais e planos de manejo.

Sobre o IEB

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) é uma associação brasileira sem fins econômicos, sediada em Brasília, fundada em novembro de 1998, com a missão de fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável. O IEB se destaca no cenário nacional por dedicar-se a formar e capacitar pessoas e fortalecer organizações nos diversos aspectos e temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento e à sustentabilidade.

Sobre o GGP

A iniciativa global “Parceria para o Bom Desenvolvimento (The Good Growth Partnership)” tem como objetivo promover estabelecimento de paisagens agrícolas sustentáveis que conciliem a produção de commodities e a conservação da natureza. No Brasil, o projeto atua na cadeia produtiva da soja na região conhecida como Matopiba. O projeto é executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).


Sobre Miguel von Behr

Arquiteto urbanista, Mestre em Planejamento Urbano e Regional, atuou por um pouco mais de 30 anos com criação e implantação de diversas categorias de unidades de conservação federais em várias regiões do Brasil. Autor e ministrante do curso www.uc-urbanas.com

SERVIÇO
Curso Online Criação e Gestão de Áreas Protegidas no MATOPIBA

Com o arquiteto e urbanista Miguel von Behr

Entre os dias 27/07 e 10/08

Inscrições pelo link:  https://bit.ly/inscricaocursoieb

Projeto Áreas Protegidas Municipais no Matopiba

Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)  Facebook: www.facebook.com/iieboficial
Instagram: @iieboficial

Informações à Imprensa: Sara Campos  – Cajuí Comunicação  – (61) 99209-5309
cajuicomunicacao@gmail.com

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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